Ciência

Fim de teste em animais? Com este chip impresso em 3D, pode ser possível

Feito em impressora 3D, o dispositivo consiste em cinco compartimentos que recriam órgãos humanos - coração, pulmões, rins, fígado e cérebro.
Imagem: Murdo MacLeod/The Guardian/Reprodução

Apesar de necessitar de testes com cobaias vivas para avançar, a ciência também trabalha em formas de substituir os tradicionais experimentos em animais. Agora, cientistas da Universidade de Edimburgo, na Escócia, desenvolveram um novo dispositivo chamado de “body-on-chip”.

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O chip, que é impresso em 3D, tem o potencial não apenas de acelerar o acesso dos pacientes a novos medicamentos, mas também de eliminar a necessidade de testes em animais vivos. O jornal britânico The Guardian revelou detalhes sobre a pesquisa com exclusividade.

Funciona assim: feito em impressora 3D, o dispositivo consiste em cinco compartimentos que reproduzem os órgãos humanos – coração, pulmões, rins, fígado e cérebro.

Ao The Guardian, os pesquisadores explicam que esses órgãos em miniatura são conectados por canais que simulam o sistema circulatório humano. Assim, permitindo que os cientistas testem drogas e observem como diferentes órgãos reagem, tudo sem a necessidade de usar animais vivos.

Em resumo, o chip utiliza a tomografia por emissão de pósitrons (PET, na sigla em inglês) para criar imagens 3D detalhadas, proporcionando uma visão interna dos minúsculos órgãos e garantindo a uniformidade do fluxo de medicamentos em teste.

Chip é alternativa mais barata

Anualmente, milhares de animais são usados nas fases iniciais do desenvolvimento de medicamentos em todo o mundo. E muitos dos medicamentos testados acabam não apresentando benefícios clínicos, resultando em sofrimento animal.

O “body-on-chip” não apenas promete uma abordagem ética para testes de medicamentos, mas também pode reduzir significativamente os custos associados à descoberta de medicamentos. Assim, acelerando a transição de medicamentos para ensaios clínicos e melhorar a compreensão dos efeitos das doenças humanas.

A pesquisadora Susan Bodie, que participou do estudo, expressou ao The Guardian seu entusiasmo com o impacto potencial do dispositivo.

“Estamos ansiosos para ver o impacto deste novo dispositivo tem nos testes e progressão de novos compostos e medicamentos no futuro”, disse.

Gabriel Andrade

Gabriel Andrade

Jornalista que cobre ciência, economia e tudo mais. Já passou por veículos como Poder360, Carta Capital e Yahoo.

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