O modo anônimo (ou incognito mode) do Google Chrome, na verdade, só não grava as URLs de sites visitados e formulários preenchidos pelos usuários. No entanto, uma ação coletiva nos EUA acusa o Google de enganar as pessoas por, mesmo no modo anônimo, monitorar o uso de internet delas. As informações são da agência de notícias Reuters.

A ação, registrada na corte federal de San Jose, na Califórnia (EUA), diz que a companhia coleta informações por meio do Google Analytics, Google Ad Manager, além de outras aplicações, inclusive alguns apps de smartphone, no modo anônimo do Chrome.

Toda esta coleta, diz o texto da agência citando a ação, possibilita que o Google saiba sobre amigos, hobbies, comidas favoritas, hábitos de compra e até os “hábitos mais íntimos e potencialmente embaraçosos” da pessoa. Que tipo de coisa será que a ação está citando, hein?

Baseado nisso, a ação afirma que o Google não pode continuar fazendo isso, pois acessa dados de forma não autorizada de milhares de usuários dos EUA que tem computador ou telefone.

Um porta-voz do Google disse que a empresa iria se defender e afirmou que ao acessar o modo anônimo, a empresa deixa claro para o usuário que “os sites podem coletar informações sobre sua atividade de navegação”.

Aviso do modo anônimo do Google Chrome

Parece ser um caso clássico de falta de clareza. O fato de a empresa usar o termo “modo anônimo” pode dar a entender para usuários leigos que eles estão navegando pela internet de forma anônima.

No entanto, já falamos diversas vezes sobre como o modo anônimo não protege o usuário, além de vários especialistas de segurança alertarem que este recurso de navegadores não costuma ser apropriado para uma navegação anônima, de fato. Sem contar que as empresas costumam combinar distintas fontes de dados para ter um perfil da pessoa.

O processo conta com três autores e eles alegam que a ação coletiva inclui “milhões de usuários do Google” que usam o modo anônimo do Chrome desde 1º de junho de 2016.

Pelos danos causados eles pedem pelo menos US$ 5.000 por cada usuário por violar as leis de privacidade da Califórnia, somando pelo US$ 5 bilhões.

[Reuters]