O Google é o destino preferido da internet para fazer buscas. No entanto, em certos casos a busca perde espaço para um bombardeio de anúncios: dependendo do que você procurar, os resultados no Google.com serão, na maior parte, links pagos.

O Tutorspree analisou ​​quanto espaço o Google dedica aos resultados de busca na primeira tela de resultados, em um laptop com resolução 1440×900.

Nela, apenas 13% são dedicados aos resultados (geralmente da Wikipedia ou Yelp). 29% da página exibem o Google AdWords, 14% são a barra de navegação do Google, e 7% são links para o Google Maps. O resto é espaço em branco.

Mesmo se você desconsiderar o espaço em branco, quase 50% da página está coberta em anúncios. E o mesmo acontece no Google Brasil (em vermelho estão os resultados orgânicos):

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Nós entendemos que o Google precisa ganhar dinheiro, e ele vem por meio de propaganda. Mas cobrir metade da área útil com eles é um exagero, especialmente quando os concorrentes, como Bing ou DuckDuckGo – que também dependem de propagandas – dedicam bem mais espaço aos resultados.

No smartphone, o espaço dedicado a anúncios no Google.com é ainda maior. Ao procurar “italian restaurant” no iPhone, você precisa rolar a página quatro vezes até chegar aos resultado de busca orgânicos.

É claro, a área ocupada por anúncios varia dependendo da busca que você fizer. Por exemplo, “Angelina Jolie” virá basicamente só com links e imagens orgânicos, inclusive no Google. Vale notar que os testes foram feitos após logar nos serviços de busca (exceto o DuckDuckGo, que não possui login) – isso traz mais anúncios em geral.

O Google sempre será indispensável ​​como um serviço, e no Brasil ele funciona melhor que a concorrência, mas ele se tornou um pouco mais complicado e interesseiro que o Google de antes. [Tutorspree via BoingBoing]

Bing americano:

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Bing Brasil:

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DuckDuckGo:

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