Em agosto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou o Programa de Enfrentamento à Desinformação com Foco nas Eleições de 2020. A ideia é tentar combater os efeitos da desinformação “à imagem e à credibilidade da Justiça Eleitoral, à realização das eleições e aos atores envolvidos no pleito.” Após as eleições de 2018, decidiram tentar fazer alguma coisa.

Nesta quinta-feira (17), o TSE afirmou que Google, Facebook, Twitter e WhatsApp devem aderir oficialmente ao programa na próxima terça-feira (22). Até agora, há 36 instituições, entre partidos políticos, entidades públicas, privadas e da sociedade civil, parceiras do projeto.

De acordo com um comunicado do tribunal, as plataformas digitais “se encaixam em vários dos eixos temáticos” como alfabetização midiática e informacional, contenção à desinformação e identificação e checagem de desinformação.

O TSE espera que as companhias adotem medidas para capacitar as pessoas a identificar e checar uma desinformação, desestimular ações de proliferação de informações falsas e aperfeiçoar os métodos de identificação de práticas de disseminação de conteúdos falsas. Apesar disso, ainda não está claro quais serão as medidas que as plataformas irão tomar, nem como será a participação delas.

No ano passado, o WhatsApp pouco fez para combater a desinformação em sua plataforma. Recentemente, a companhia admitiu que houve disparos em massa no app. De lá para cá, eles começaram a testar busca reversa de imagens na tentativa de combater notícias falsas, indicar quando uma mensagem foi encaminhada diversas vezes e limitou o encaminhamento de mensagens para até cinco conversas. Na Índia, eles criaram uma linha de denúncia para fake news durante eleições.