A inteligência artificial do Google já se mostrou capaz de vencer um ser humano nerd, mas agora é hora do próximo ato. Será que ela consegue ser um artista?

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Douglas Eck, um pesquisador do Google Brain, revelou recentemente que sua equipe em breve lançará um novo projeto chamado Magenta. Apesar dele ser inspirado no Deep Dream, outro projeto do Google Brain que cria imagens bem loucas, o Magenta tem uma grande diferença: ele tentará descobrir como computadores conseguem criar arte, em vez de tentar reproduzir ou distorcer o que já existe.

O Magenta deve ser lançado em junho, mas Eck deu alguns detalhes em discussão recente no Moogfest, um festival de música e tecnologia realizado nos EUA. A nova tecnologia vai usar o TensorFlow, o recurso de aprendizado de máquina de código aberto do Google. E, como no caso do TendorFlow, o Magenta será disponibilizado para todos nós.

De acordo com o Quartz, o primeiro projeto do Magenta é um programa “que vai ajudar pesquisadores a importar dados de música de arquivos MIDI para o TensorFlow, o que permitirá que seus sistemas sejam treinados em conhecimento musical.” Depois da música, o Magenta vai passar a testar as capacidades dos seus computadores de criarem imagens e vídeos.

Se tudo isso soa ambicioso demais, é porque realmente é – Eck diz que o aprendizado de máquinas está “muito longe de arcos narrativos longos.” Mas é um esforço fascinante. Confira essa demonstração feita por um dos membros da equipe de Eck durante o Moogfest, no qual um computador ouve uma série de notas musicais e toca uma versão própria delas:

Não posso esperar pelo dia em que os computadores do Google vão começar a cortar partes do próprio corpo e dizer que a visão deles está sendo destruída por impulsos capitalistas malignos!

[Quartz]