O Google divulgou seu resultado financeiro do primeiro trimestre. No geral, os negócios andam bem para a gigante de buscas: aumento de 31% na receita e de 16% no lucro em um ano.

Mas investidores estão um pouco receosos: a receita veio abaixo do esperado, e a Motorola continua a dar prejuízo.

Mais uma vez, a Motorola registrou perdas: US$271 milhões, mesmo após demissões e venda de fábricas (como a de Jaguariúna (SP)). Para tentar reverter a situação, a empresa vai reduzir seu quadro de funcionários em mais 10%. Mas ela também precisa lançar bons produtos, certo? Até o diretor financeiro Patrick Pichette disse que os próximos produtos da Motorola ainda não chegam ao padrão Google.

Felizmente, a Motorola parece estar reagindo. Além do Razr i, a empresa impressionou com o Razr D1 e D3, que trazem Jelly Bean e boas especificações a um preço agressivo. O chefe de design da Motorola diz que trará aparelhos com Android puro e sem telas exageradas. E a empresa parece preparar um aparelho high-end semelhante ao Nexus, além de um X-Phone que promete bateria duradoura, acabamento resistente e interação por gestos.

Há muita promessa vinda da Motorola – ou de rumores sobre ela – só que o resultado ainda não apareceu. Mas, como Patrick Pichette fez questão de lembrar várias vezes, o Google herdou “uma linha de produtos de 18 meses que agora temos que escoar”. Os smartphones realmente inspirados pelo Google ainda estão por vir – resta saber se eles vão interromper as constantes perdas da Motorola.

Quanto à receita do Google, foram US$12,9 bilhões, dos quais 91% vêm de propaganda. Mas analistas esperavam um valor um pouco maior. À medida que as pessoas usam mais dispositivos móveis, o Google precisa se adaptar: segundo o New York Times, anúncios no celular custam a metade que no desktop, e recebem 1/4 dos cliques/toques.

Isto é importante porque a propaganda financia todas as coisas bacanas que a empresa faz: Google Glass, carros autônomos, Android e outros. E parece que o Google, aos poucos, está mudando seu foco: Larry Page diz que “como CEO, também é superimportante permanecer focado no futuro”.

Enquanto o futuro não chega, o Google experimenta novas formas de vender anúncios para dispositivos móveis. Para o Google, a propaganda é realmente a alma do negócio. [Google via New York Times]