A primeira impressão que você tem do Lumia 2520, o tablet de 10.1 polegadas apresentado hoje pela Nokia, é que ele é espetacular. E realmente, um dos seus destaques é o belíssimo design. Mas, mesmo com adições de softwares feitas pela Nokia, ele esbarra em um problema: a versão RT do sistema operacional da Microsoft.

O Windows RT, mesmo em sua versão 8.1, é limitado. O ecossistema dos apps para Windows ainda é pequeno, mesmo com adições recentes como Facebook e Flipboard, e não parece que a situação mudará no curto prazo.

Além disso, ele basicamente só roda os apps desenvolvidos para a interface Metro; as exceções são os apps embutidos no modo desktop do Windows, como o pacote Office – incluindo Word, Excel, PowerPoint, OneNote e Outlook. Isso é um problema que vai afetar qualquer tablet ARM com Windows RT – apesar de que, atualmente, só Microsoft e Nokia fabricam esses dispositivos.

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Mas a Nokia se esforçou para oferecer o que há de melhor para Windows RT no seu tablet. A finlandesa adaptou seus próprios apps para o dispositivo, embutindo o Nokia Music (lançado há alguns meses) e apps anunciados hoje, incluindo o Nokia Camera e o Storyteller.

Deixando de lado a questão do RT, temos aqui um belíssimo tablet. Maravilhoso é uma palavra que define muito bem o seu design. Ele tem bordas arredondadas e acabamento em policarbonato típico dos Lumias. Ele é leve – 615 gramas – e bem agradável de segurar, além de ser bem fino. As suas diversas cores se encaixam bem com a tela Metro do Windows RT 8.1 (talvez até mais do que as cores do Windows Phone 8), aumentando a beleza do aparelho quando ele está com a tela acesa.

De acordo com a Nokia, o objetivo do 2520 é ser um tablet que sempre está com você. E é por isso que ele será vendido apenas na versão 4G LTE – assim, você pode levá-lo para qualquer canto sem precisar depender de Wi-Fi para conectá-lo à internet.

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Power Keyboard

Quem comprar um Lumia 2520 também poderá adquirir uma capa protetora Power Keyboard, que ajuda a manter o tablet de pé e adiciona mais bateria, entradas USB, teclado físico e um trackpad ao aparelho.

Em relação à bateria, a Nokia promete até 5 horas extras além das quase 10 horas que o tablet já aguenta, o que é bem-vindo, considerando a estratégia da finlandesa de vender o tablet como um dispositivo para estar com você o tempo inteiro.

O ângulo no qual a Power Keyboard deixa o tablet inclinado é excelente, caso você tenha intenção de usá-lo mais ou menos como um notebook. Mas ela está longe de ser uma boa opção para uso mais intenso do dispositivo – digamos, por exemplo, para o Office, mais voltado para produtividade.

Por quê? As teclas são duras e o trackpad é terrível – a opção de incluí-lo é um tanto estranha, já que a touchscreen do aparelho serve perfeitamente para a navegação. Mas, como a Nokia ressalta que usuários de tablets estão mais interessados em uso recreativo do que produtividade, talvez isso acabe nem fazendo diferença. Só que torna a existência da Power Keyboard um tanto estranha, não?

A assessoria da Nokia no Brasil não divulga nem disponibilidade, nem preço destes lançamentos no país.

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O Gizmodo Brasil viajou a Abu Dhabi a convite da Nokia