Já virou clichê em jogos de futebol, seja no Brasil ou na Europa: o camisa dez ajeita a bola com carinho, faz pose para bater e falta e, de repente, uma luz verde surge em sua cara. Agora, o novo alvo são os goleiros, que ao se prepararem para defender uma bola, ganham uma bola verde de luz nos olhos. O laser verde virou uma moda incômoda nos estádios. O problema é quando usam o brinquedo para atrapalhar voos.

No futebol, o laser verde já é motivo de discórdia: jogos são paralisados, policiais entram em ação para encontrar um torcedor, no meio de milhares, que esteja com um laser. Não é tarefa fácil. A UOL já fez uma compilação de “melhores momentos” dos ataques da luz verde. Recentemente, na final da Copa do Brasil, um torcedor do Coritiba foi punido pelo Juizado Especial por ficar o tempo todo colocando o laser na cara do goleiro do Vasco.

O problema é que a brincadeira está saindo dos estádios. Ano passado, nos EUA, um garoto de 19 anos foi preso após apontar seu laser fanfarrão para um helicóptero da polícia que fazia uma busca e mudou de rota bruscamente por causa da luz. Agora, repetindo a ação no Brasil, um garoto de 13 anos foi detido em Belo Horizonte por apontar seu brinquedo à aviões da PM — que foram atrás do rastro de luz e chegaram no menino, que deve ter ficado pouco assustado.

Isso tudo é uma forma de dizer: PAREM COM ISSO, POR FAVOR. Pode ter sido engraçado na primeira vez que foi usado no estádio, mas agora essa brincadeira é só irritante. Pior, ao sair dos estádios, ela está sendo usada de forma perigosa, já que controlar um helicóptero requer máxima concentração. Mas enquanto o laser for encontrado com facilidade nas Santas Ifigênias e nos Mercados Livres da vida, teremos que esperar a modinha passar. [G1, foto por Jorge Adorno/Reuters; Valeu, Ligeirinho!]