Esperei por esse jogo durante muito tempo, um pouco pela curiosidade de experimentar o universo da série Halo em um jogo de estratégia e não no clássico tiroteio em primeira pessoa, mas principalmente por ser o último jogo desenvolvido pelo estúdio Ensemble, do qual sou fã desde criancinha. O propósito de Halo Wars é parecido com o do Halo original: levar uma experiência típica dos PCs para os consoles. Halo foi bem sucedido e o mundo do FPS nunca mais foi o mesmo. Será que Halo Wars conseguiu repetir o feito no reino dos jogos de estratégia em tempo real? A resposta você confere depois do continue.

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É foda! [+]

[+] Ambientação. A Ensemble fez um trabalho de primeira ao reproduzir o universo de Halo, tanto no visual das diversas unidades quanto na jogabilidade: os soldados jogam granadas, os Warthogs atropelam os inimigos. Os Spartans são duros de matar e o Scarab é impressionante. São detalhes pequenos, mas que contribuem para garantir fidelidade com o produto original.

[+] Controles. Halo Wars é fácil de controlar. O segredo da Ensemble foi não tentar substituir o mouse e sim criar tudo para o joystick. É praticamente um jogo de ação em miniatura, com comandos fáceis de executar, resposta rápida e movimentação ágil pelo campo de batalha.

[+] Sequências em CG. A história de Halo Wars é bacana, contando o que rolou 20 anos antes do primeiro Halo, em uma batalha entre os humanos da nave Spirit of Fire e o Covenant no planeta Harvest. A trama é apresentada em cutscenes de primeira, tudo muito bem feito e empolgante.

[+] Variedade de missões. A campanha single-player é composta de 15 missões, sem contar o manjado tutorial. Os objetivos são bem diversificados, escapando do típico "detone todos os inimigos e derrube a base deles". Tem missões de resgate, de transporte, de sobrevivência e a última em particular, é infernal. Muito bom.

[+] Multiplayer. Por mais caprichada que seja a campanha solo, o foco de um game Halo é o multiplayer, e aqui não foi diferente. É possível jogar em vários mapas tanto contra a máquina como contra outros jogadores, em partidas via Live ou System Link. Também dá para jogar a campanha em co-op com outro jogador. Para completar, só no multiplayer é possível controlar as tropas do Covenant, os vilões do jogo.

[+] Extras. Tem uma linha do tempo com a história de Halo e parte dela só é preenchida quando você localiza as Black Boxes perdidas pelos mapas. Tem as Caveiras, clássicos extras de Halo. São elementos que aumentam o interesse em explorar os mapas durante a campanha e junto com as Conquistas, ampliam o fator replay de Halo Wars.

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É foda… [-]

[-] Covenant. Não entenda mal, jogar com o Covenant é muito legal. Eles tem unidades diferentes da UNSC, incluindo o mega-poderoso Scarab, e seus heróis são mais legais, principalmente o Árbitro. Por isso que ter ter acesso a eles somente no multiplayer é uma sacanagem muito grande. Seria legal uma campanha apresentando o lado deles da história. O Flood também não é uma raça controlável, mas isso eu até aceito.

[-] Microgerenciamento. Halo Wars é um jogo de estratégia voltado para ação e para os jogadores que não são acostumados ao gênero. A Ensemble simplificou o jogo ao máximo, tornando a administração de recursos fácil de manter, sem vários dados diferentes para preocupar o jogador. Pode não ser um defeito para muita gente, mas para os fãs tradicionais de RTSs como Age of Empires ou StarCraft, Halo Wars é de uma simplicidade exagerada.

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Halo Wars é um jogo que cumpre seu objetivo ao permitir que o jogador experimente um bom game de estratégia no Xbox 360, com controles ágeis e precisos e partidas desafiadoras. Não é o jogo mais sofisticado do gênero mas é uma introdução excelente ao RTS para os fãs de Halo e para qualquer um que queira experimentar pela primeira vez um jogo de estratégia em tempo real. Halo Wars é um jogo exclusivo para Xbox 360 e foi lançado pela Microsoft no Brasil ao preço de R$ 179,00 no dia 12 de março. Para essa resenha joguei o modo campanha até o final e diversas partidas multiplayer, online e também via system link.

 

* Pablo Raphael escreve (agora escrevia, infelizmente) no bacanudo blog Continue, que reúne os melhores textos sobre games do Brasil-il-il. Essa resenha é publicada lá e cá, num escambo que envolve jogos e pontos no gamerscore.