A legalização da maconha está acontecendo em várias cidades dos Estados Unidos, e a Microsoft quer faturar com o dinheiro gerado por estas nuvens de fumaça. A empresa fez uma parceria com uma startup do ramo, o que a faz a primeira grande corporação a entrar no negócio da maconha, porém ainda de forma tímida.

>>> Cientistas produzem substâncias da maconha usando leveduras
>>> O FBI tem dificuldade em contratar hackers que não fumam maconha

Sejamos honestos: o software em si, feito em parceria com a startup Kind, é bem chato. A Microsoft ainda não está nem chegando perto das plantações; a companhia apenas está oferecendo um produto (parte de seu negócio de computação na nuvem) que ajuda os negócios relacionados à maconha a monitorarem suas vendas e a não violarem as leis governamentais. É interessante notar que a Microsoft poderia entrar com tudo neste negócio, uma vez que está baseada no estado de Washington, onde a maconha é legalizada.

25 estados americanos já legalizaram a maconha, e ainda há cinco que devem votar a liberação durante o outono no hemisfério norte. A erva tem apresentado boas oportunidades às startups, mas até agora nem mesmo algo tão sem graça quanto um “software para cumprir regras do governo” pareceu controverso, aliás o uso ainda é proibido em nível federal nos Estados Unidos. Matthew A. Karnes, responsável pela companhia que fornece dados para os negócios da maconha, disse ao New York Times que “é um exemplo que uma companhia deste calibre está dando ao correr o risco de desenvolver soluções para a causa” e trabalhando no negócio da maconha. Ele vislumbra mais parcerias para o futuro.

É provável que a Microsoft tenha entrado nesse negócio, pois é uma empresa com operação bem estabelecida e que pode correr riscos que empresas em estado inicial não podem. Além disso, talvez outras empresas vão notar e ouvirão os ecos de “Meu Deus, até a Microsoft está fazendo isso” em conferências pelo país. A pressão dos amigos funcionou para convencer as pessoas a provarem maconha pela primeira vez, por que as empresas não poderiam ganhar dinheiro com isso?

[New York Times]