Mineradores de bitcoins da Malásia roubaram o equivalente a US$ 2 milhões em energia elétrica desde o final de 2020, diz a polícia do estado de Johor Bahru, segundo uma reportagem do Malay Mail. As autoridades apreenderam 1.746 máquinas de mineração de bitcoin esta semana e prendeu sete homens que as autoridades alegaram fazer parte de um “sindicato” do crime da atividade.

Eles teriam alterado o equipamento de monitoramento elétrico para parecer que estavam usando muito menos eletricidade.

“A polícia está conduzindo novas investigações para rastrear o cérebro do sindicato e outros membros que ainda estão foragidos”, disse o chefe da polícia de Johor, Datuk Ayob Khan Mydin Pitchay, em uma entrevista coletiva na quarta-feira (17).

“Os investigadores não estão descartando a possibilidade de que o sindicato também tenha ligações com sindicatos em outros estados que realizam o mesmo modus operandi usado em suas atividades de mineração de bitcoin”, disse Ayob Khan, de acordo com o Mail.

A polícia estima que eles roubaram cerca de US$ 22 milhões em eletricidade na área somente durante o ano de 2020. E embora o roubo seja obviamente um problema, ele não é o único. Se não houver uma repressão ao consumo de energia para mineração de criptomoedas, existem problemas muito reais pela frente.

A mineração de criptomoedas é um processo computacional bastante complexo que requer enormes quantidades de energia. Uma pesquisa recente estima que a mineração de bitcoin consome mais eletricidade do que a Argentina inteira. E enquanto as pessoas gastarem milhões de dólares em eletricidade — pagando por ela ou não — para produzir o que é essencialmente uma moeda virtual, o planeta inteiro sofrerá.

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Enquanto isso, milhões de pessoas no Texas estão sem luz. Os habitantes de Austin receberam recomendações para ferver água antes de consumir. Hospitais estão sendo evacuados em meio a uma crise que não tem previsão para acabar.

O futuro está aí, mas a humanidade não está pronta para ele.