Com a vacinação avançando em São Paulo, das  645 cidades  do estado, 288 não tiveram registro de mortes por Covid-19 na última semana. A informação foi dada pelo vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB) em coletiva de imprensa na quarta-feira (21). 

 Os números são referentes ao período entre 14 e 21 de julho. Até ontem, mais de 23 mil pessoas tinham recebido a primeira dose da vacina e pouco mais de 8.600 receberam as duas doses. Na coletiva, Garcia afirmou que ‘a vacinação, além de diminuir as internações, também está reduzindo o número de mortes em São Paulo’. 

Ainda que haja redução de mortes, o total de internados ainda é alto, quase 7 mil pessoas estão na UTI, número muito próximo da primeira onda. De acordo com os dados da Universidade Johns Hopkins, São Paulo é o estado brasileiro com mais óbitos por Covid-19, com mais 135 mortes. Apesar disso, continua a ser o único estado com mais de 50% da população já vacinada com a primeira dose da vacina. Só na cidade de São Paulo, mais de 75% das pessoas tomaram a primeira dose do imunizante.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, disse na coletiva que, mesmo que o estado tenha apresentado queda no número de óbitos, as medidas de restrição permanecerão as mesmas até o fim de julho. O estado tem um ‘toque de recolher’, das 23h às 5h. Contudo, São Paulo estuda divulgar novos protocolos para o mês de agosto, à medida que a vacinação avance.  Segundo Garcia, os novos protocolos serão anunciados na próxima semana. 

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Todavia, os especialistas em saúde se preocupam com o aumento de casos registrados da variante Delta do coronavírus em todo o Brasil, de acordo com os estudiosos, o país não está preparado para receber essa cepa, e uma possível onda, seria muito pior. A Delta tem uma taxa de transmissão muito maior do que as outras identificadas. São Paulo confirmou o primeiro caso da variante no início do mês.

Por esse motivo, o empenho do estado de São Paulo é identificar as amostras da variante e incentivar a vacinação e o retorno para a segunda dose, já que os imunizantes disponíveis se mostraram eficazes contra a nova cepa e todas outras existentes

[Estadão]