A missão Artemis, que vai enviar humanos à Lua, será o evento espacial mais aguardado da década. Algumas novas caraterísticas tornam essa missão única quando comparada à Apollo. A ambição da Artemis, por exemplo, é muito maior, pois envolve jornadas de longa duração, além da instalação de uma base lunar.

Outro avanço importante é que, desta vez, a missão não conta apenas com homens brancos, como ocorreu com a Apollo nas décadas de 1930 e 1940. Em dezembro do ano passado, a Nasa anunciou os 18 astronautas que estão trabalhando na Artemis. Entre eles está Jessica Watkins, que se juntou à equipe em 2017.

Geóloga planetária e ex-membro da equipe científica da Curiosity, a missão da Nasa em Marte, Watkins é uma forte candidata a participar das futuras missões lunares. Caso isso aconteça, ela se tornaria não apenas a primeira mulher, mas também a primeira astronauta negra a pisar na Lua.

Em entrevista à Scientific American sobre a sua participação na missão Artemis, ela conta que a viagem ao polo sul lunar pode ajudar a encontrar crateras capazes de preservar água congelada, o que seria um recurso importante para o projeto de construir uma base no satélite natural.

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Já em relação à importância da diversidade dos astronautas na missão, ela afirma que são as diferentes habilidades, conhecimentos e experiências que tornam a equipe mais forte. Além disso, ela ressalta a questão da representatividade. “Foi absolutamente benéfico para mim, quando jovem, ter como exemplos pessoas que se pareciam comigo e que abriram um caminho para que eu pudesse perseguir meus sonhos. Espero que a equipe Artemis possa fazer isso pela próxima geração de exploradores e inspirá-los a seguir seus sonhos também.”

Você pode ler a entrevista completa com Watkins no site da Scientific American.

[Scientific American]