A NFL quer inserir um chip de rastreamento nas bolas de futebol americano para dar informações mais claras e precisas aos juízes. O novo sistema pode acabar com o erro humano durante o jogo e evitar várias discussões de jogadas durante o jogo

De uma zona final até a outra, o campo de futebol americano tem exatamente 91,44 metros, e é fácil para os juízes colocar a bola no local exato quando as jogadas acontecem dentro das linhas do campo. Mas quando os jogadores saem voando para fora dos limites, os juízes precisam ver onde a bola de 28 centímetros cruzou a linha de saída e então aproximar essa marca às linhas de restrição, 22 centímetros distante, para voltar ao centro do campo.

A NFL acredita que isso pode ficar melhor.

A liga estaria em conversações com a Cairos Technologies, uma fabricante alemã especializada em fazer sistemas de micro-rastreamento, para discutir como os chips podem ser implantados nas bolas oficiais. É uma intrigante ideia que pode certamente acabar com o erro humano, mas para os mais tradicionalistas do esporte será apenas mais munição para o argumento de que o excesso de tecnologia está acabando com a integridade do jogo.

A empresa alemã já fez algo semelhante no passado nas bolas de futebol. A Adidas Teamgeist II foi lançada em 2007 e tinha um chip interno que avisava quando a bola ultrapassava a linha do gol. A bola foi usada apenas em um mundial sub-17, mas seu uso se provou bem necessário na última Copa do Mundo, principalmente se você perguntar isso à Frank Lampard. Porém, a FIFA não seguiu em frente com a tecnologia, o que fez a Cairos ter o futebol americano como próximo alvo.

Diferente do futebol, onde a bola deve ultrapassar completamente a linha do gol para ele ser legítimo, as regras da NFL dizem que a bola precisa apenas entrar no plano da linha final para ser considerado um touchdown. E como Mike Jones e Kevin Dyson mostraram no Super Bowl XXXIV, uma temporada inteira pode ruir por questão de poucos centímetros.

Foto por yourdon