Buracos negros: vórtices enormes de escuridão que destroem todos os átomos do seu corpo. Certo? Talvez não. Um novo trabalho teórico de pesquisadores do Instituto de Física Corpuscular, na Espanha, sugere que pode ser possível escapar de uma jornada a um buraco negro com todas as suas células no lugar. A má notícia é que você provavelmente morreria do mesmo jeito… e chegaria a outro universo.

Como os buracos negros podem nos matar mesmo a anos-luz de distância
Cientistas responderam uma das grandes questões sobre como os buracos negros se formam

Uma das maiores dificuldades da física de um buraco negro é entender o que acontece no centro dele, em uma região conhecida como singularidade gravitacional. Aqui, espaço e tempo se esticam em direção ao infinito e as leis normais da física não se aplicam mais.

O novo estudo oferece uma solução para isso, ao tratar os buracos negros como objetos com estruturas como a de cristais, e as singularidades como pequenos defeitos geométricos. Usando esse modelo, os pesquisadores obtiveram uma descrição matemática de um buraco negro no qual o centro é uma superfície pequena e esférica. Isso, dizem eles, pode ser interpretado como um buraco de minhoca.

Hipoteticamente, uma pessoa pode entrar em nesse buraco de minhoca, mas não sem antes ser esticada pelas forças extremas do buraco negro até virar um espaguete humano. (Há um termo técnico para esse fenômeno chamado “espaguetificação“). Depois de passar pela singularidade e parar em outro universo, você volta ao seu tamanho normal, sem se sentir muito pior do que se tivesse sido jogado em um triturador de carne e remodelado depois. Em outras palavras, você morreria, mas seu corpo continuaria inteiro.

Obviamente, a melhor forma de testar a hipótese de que buracos negros são máquinas gigantes de espaguete de outra dimensão é mandando alguma cobaia para lá. Alguém se candidata?

[R&I World]

Foto: NASA Goddard Spaceflight Center/Flickr