A Nvidia anunciou durante a noite deste domingo (13) que adquiriu da japonesa Softbank a ARM por US$ 40 bilhões numa operação que envolve dinheiro e ações. Em 2016, a Softbank havia comprado a empresa britânica por US$ 32 bilhões. Como ocorre em negócios do tipo, a aquisição deve ainda ser submetida à aprovação de autoridades.

Vale ressaltar que na operação entre Nvidia e ARM não entrou a divisão de internet das coisas. A companhia tem trabalhado já há um tempo no desenvolvimento de soluções nesta área, inclusive com um sistema operacional próprio chamado Mbed. Outra questão do negócio é que a Nvidia se comprometeu a manter a sede da empresa em Cambridge, no Reino Unido.

No comunicado à imprensa, a Nvidia diz que a combinação entre as empresas “junta a plataforma computacional de inteligência artificial da Nvidia com o vasto ecossistema da ARM para criar uma companhia líder para a era da inteligência artificial”.

A britânica ARM, apesar de não ser tão famosa fora do meio tecnológico, é a companhia responsável pelo design da maioria dos chips presentes em dispositivos móveis do mercado. De forma simplificada, a empresa foi pioneira no desenvolvimento de chips de alta eficiência energética que possibilitaram a expansão do mercado smartphones e outros gadgets.

A Nvidia, por sua vez, é conhecida por suas GPUs. Recentemente, a empresa dos EUA começou a investir em soluções de inteligência artificial e deep learning.

Há alguns anos, ela chegou a fornecer chipsets da linha Tegra para smartphones e tablets, porém, com o tempo, foi superada por outras concorrentes. Mesmo assim, a companhia ainda está presente em produtos significativos com seus chips, como o Nintendo Switch que usa o Tegra X1.

Em comunicado à imprensa, Jensen Huang, CEO da Nvidia, ressalta a importância da aquisição. “Simon Seagars [CEO da ARM] e sua equipe na ARM construíram uma empresa extraordinária que está contribuindo para quase todos os mercados de tecnologia do mundo. Unindo os recursos de computação de inteligência artificial da Nvidia e com o vasto ecossistema de CPU da ARM, podemos avançar na computação em nuvem, smartphones, PCs, carros autônomos e robótica, avançar em internet das coisas e expandir a computação com inteligência artificial para todo canto do globo”.

Como nota o TechCrunch, o negócio deve aumentar o caixa da japonesa Softbank. Apesar de ter começado atuando na área de telecomunicações, a companhia ganhou grande notoriedade pelos seus investimentos em companhias ao redor do mundo, além de administrar o Vision Fund, um dos maiores fundos voltados para tecnologia.

Em 2019, a Softbank foi alvo de escrutínio por ter apostado muito dinheiro no WeWork, com Masayoshi Son, CEO da Softbank, dizendo que se arrependeu de ter confiado muito no fundador da empresa.