Uma pesquisa encomendada pela Kapersky, empresa russa dedicada à produção de softwares para a segurança na internet, revelou que uma em cada dez pessoas instalou um app espião no smartphone de seu parceiro.

O mais curioso é que 30% dos entrevistados afirmaram não ter nenhum problema com esse tipo de software. 64% disseram não se importar com o stalkerwares (softwares de computador feitos para stalkear pessoas), e também afirmaram que usariam caso desconfiassem de seus parceiros. A pesquisa entrevistou 20.000 pessoas de 21 países diferentes.

Stalkerwares não são ilegais e, em alguns anúncios, são vendidos como uma solução de segurança para pais que desejam acompanhar cada movimento de seus filhos ou monitorar pessoas idosas.

Apesar dessa maquiagem, alguns programas não escondem que seu público são os parceiros abusivos que querem um recurso para obter dados do parceiro — como localização, mensagens, histórico do navegador e até acesso a fotos do celular, por exemplo.

Uma vez instalados em celulares, é impossível que stalkerwares sejam detectados pelos usuários espionados. Algumas entidades preocupadas com cibersegurança considera esses softwares um tipo de malware, um programa malicioso criado exclusivamente para causar danos.

Assine a newsletter do Gizmodo

Embora haja uma discussão em torno desses aplicativos que se arrasta há tempos, só no mês passado o Google passou a limitar publicidade de empresas que tentam promover esse tipo de programa. Ainda é possível encontrar alguns deles na loja de aplicativos de aparelhos com sistema Android.