Nós já sabíamos que o Universo teve um ponto inicial distinto, e agora os pesquisadores do MIT viram as primeiras estrelas nascidas desse início.

Como a luz viaja a cerca de 300.000 km/s, a imagem de galáxias a bilhões e bilhões de quilômetros de distância pode levar milhões e milhões de anos para chegar até nós. Por isso, as imagens dos telescópios na verdade são imagens do passado. Às vezes, conseguimos ver até mesmo o que aconteceu, por exemplo, alguns milhões de anos depois do Big Bang.

Assim, usando o quasar mais distante conhecido – que fica a 13 bilhões de anos-luz da Terra – pesquisadores foram capazes de ver o Universo quando ele era apenas um bebezinho com apenas 750 milhões de anos de idade.

Os cientistas geralmente aceitam que, alguns minutos após o Big Bang, prótons e nêutrons colidiram uns com os outros nas reações de fusão nuclear que produziram hidrogênio e hélio.

Mas assim que o Universo esfriou, e as reações também, o hidrogênio passou a compor a maior parte do Universo. Os elementos mais pesados (carbono e oxigênio, por exemplo) só apareceram depois que as primeiras estrelas surgiram.

E daí? Daí que o espectro de luz do quasar estudado pelos pesquisadores não contém nenhum dos elementos pesados que só apareceram depois do resfriamento do Universo.

“As primeiras estrelas se formam em diferentes pontos do Universo… não é como se elas aparecessem ao mesmo tempo”, disse Robert Simcoe, professor associado de Física do MIT. “Mas agora é a hora em que elas começam a ficar interessantes.”

Os únicos objetos que nós podemos ver nesse ponto têm menos de 11 bilhões de anos, e todos eram velhos o suficiente para conter elementos pesados. A partir disso, Simcoe e sua equipe esperam analisar outros quasares da mesma época, para confirmar as descobertas e oferecer um olhar mais profundo para o começo do Universo.

“Se nós conseguimos encontrar coisas dessa época, nós podemos começar a caracterizá-las”, diz Simcoe. “Sempre há alguma coisa interessante para encontrar.” [MIT News via The Daily Galaxy]