Pesquisadores da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, desenvolveram o protótipo de robôs que poderiam ser injetados na corrente sanguínea humana para lutar contra doenças. O estudo foi publicado na revista científica ACS Nano.

As máquinas moleculares autônomas, como foram chamadas, nada mais são do que pedaços minúsculos de DNA e proteínas. No mundo ideal, dezenas de milhares desses micro componentes seriam inseridos no corpo humano em contexto médico.

Esses enxames de robôs receberiam treinamento para caçar bactérias, vírus e células cancerígenas dentro do corpo. Basicamente, cada um deles levaria proteínas específicas dentro da corrente sanguínea, sendo capaz de montar suas defesas no momento em que encontrassem células afetadas. 

Vale lembrar que este é um movimento já feito pelo DNA, que recebe o nome de síntese proteica. Ainda estamos longe de injetar os robôs na corrente sanguínea, mas os pesquisadores australianos demonstraram em seu estudo que a máquina molecular autônoma é capaz de transportar cargas arbitrárias de proteína, sendo um primeiro passo para o desenvolvimento da técnica.

É possível que, dentro de alguns séculos, o corpo humano seja capaz de se auto regenerar, contendo biofábricas capazes de criar soldados para o combate de qualquer doença. Se isso acontecer, o DNA continuaria sendo passado de pai para filho, tornando-se tão parte do ser humano quanto os pulmões ou o cérebro. 

Provavelmente, não estaremos mais aqui para ver a tecnologia saindo do papel – mas torcemos para que nada saia do controle.