O Facebook solicitou à polícia de Los Angeles, EUA, que interrompa a utilização de perfis falsos para espionar usuários da rede social.

Sim, é isso mesmo. O pedido da empresa veio após uma reportagem do jornal britânico The Guardian revelar que o departamento de polícia da cidade estava trabalhando em conjunto com uma companhia de tecnologia para coletar dados de usuários e usá-los em investigações para solucionar crimes.

Facebook proíbe fakes

As políticas da rede social de Mark Zuckerberg proíbem categoricamente a criação de qualquer perfil falso. Mas informações públicas obtidas pela organização Brennan Center of Justice mostram que a polícia utiliza o programa de monitoramento de redes sociais da Voyager Labs para obter dados de investigados e de amigos próximos.

Em sua defesa, a polícia de Los Angeles afirmou que o software foi de extrema importância na investigação de gangues de rua e para coletar provas para unidades que investigam roubos e homicídios.

Postura surpreendente

A postura firme da empresa frente ao uso do de perfis falso pela polícia é surpreendente, já que o Facebook não é conhecido por agir com celeridade para resolver questões sensíveis como discurso de ódio e desinformação que circulam em suas plataformas, ou assuntos que são considerados prejudiciais para seus usuários, como o estudo da empresa que reconhece que o Instagram pode causar danos psicológicos a adolescentes.

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Tema complexo

A discussão sobre perfis falsos é bem complexa. É consenso que a utilização massiva de perfis falsos por grupos hiperpartidários extremistas para deteriorar o debate público compartilhando desinformação e discurso de ódio são ameaças à democracia.

Além disso existem usuários que recorrem a perfis falsos para fazer ataques de ódio anonimamente.

No entanto, existem pessoas que defendem o uso de contas fakes no caso de usuários que residam em locais onde há censura na internet, ativistas políticos e jornalistas que precisam proteger suas identidades.