2021 definitivamente não foi um bom ano para a Facebook.

A crise de imagem foi tão profunda que levou a empresa a alterar seu nome para Meta, aproveitando a tendência das gigantes da tecnologia de investirem no metaverso, o futuro da internet, segundo os entusiastas da tecnologia.

Segue um exemplo dessa imagem arranhada:

Anualmente o site especializado Yahoo Finance elege a melhor empresa do ano observando o desempenho de mercado das realizações da companhia ao longo dos doze meses, e, certamente, o Facebook não foi escolhido como “empresa do ano”.

Na verdade, a marca atingida pela empresa fundada por Mark Zuckerberg foi bem constrangedora. A audiência do Finance a elegeu pior empresa do ano, o que ilustra bem o momento que a big tech está enfrentando.

Os grandes problemas do Facebook/Meta de 2021:

Facebook Papers

A grande causadora dessas polêmicas foi a série de reportagens “The Facebook Files”, conhecida também como “Facebook Papers”, originada por uma série de documentos internos vazados pela ex-gerente do Facebook, Frances Haugen. A ex-funcionária copiou uma série de documentos sigilosos após ser demitida. Além disso, Haugen prestou depoimento ao Senado americano que voltou a discutir com maior seriedade uma possível regulamentação de empresas de tecnologia.

Instagram: danos à saúde mental do adolescente

As informações indicam que a empresa constatou através de um estudo interno que o Instagram causava danos psicológicos a adolescentes, mas omitiu os resultados da pesquisa. O escândalo fez com que a empresa suspendesse o desenvolvimento de uma versão infantil do Instagram, mas não para por aí.

Invasão ao Capitólio

A empresa também é acusada de ter fomentado os apoiadores do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a invadir o Capitólio, sede do congresso americano em 06 de janeiro de 2021. A rede social teria sido negligente ao não aplicar adequadamente os mecanismos para moderação de conteúdo extremista e antidemocrático e não reduziu o alcance de tais posts. A invasão à sede do legislativo obrigou jornalistas, congressistas e até o então vice-presidente, Mike Pence, a se retirarem do plenário às pressas. De acordo com a polícia de Washington, cinco pessoas morreram lá.

Desinformação e discurso de ódio

Além de negligenciar postagens extremistas, os mecanismos de detecção de desinformação da big tech não funcionam como deveriam, principalmente em países que não são falantes do inglês ou que estão localizados na América Latina e Oriente Médio. Os conteúdos falsos que circulam na plataforma são em grande parte de natureza hiperpartidária e, nos últimos dois anos, sobre a pandemia de covid-19. Nesses países há também uma grande concentração de discurso de ódio contra minorias que não é capturada pelos “radares” do  Facebook.

Tráfico humano

A empresa também não consegue identificar totalmente perfis dedicados a tráfico humano de pessoas para trabalho doméstico forçado. Uma reportagem da CNN revelou que a empresa sabia da existência dos perfis que mantêm a atividade, mas era ineficiente para barrar a prática. Além disso, os jornalistas encontraram vários perfis ativos de pessoas que anunciavam mulheres para trabalho doméstico e forneciam dados como “idade, altura, peso, duração do contrato disponível e outras informações pessoais”.

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