De acordo com um levantamento realizado pelo jornal norte-americano The Washington Post, mais da metade dos americanos dizem não confiar em plataformas como Facebook, TikTok e Instagram para lidar com os dados pessoais dos usuários e de navegação na internet.

Ao todo, 1.122 adultos de todo o país –escolhidos de forma aleatória– responderam a questionários durante o mês de novembro. A margem de erro é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos.

Facebook “líder”

O Facebook, por exemplo –com seus quase 3 bilhões de usuários mensais em todo mundo– liderou o ranking da desconfiança, com 72% dos americanos afirmando não confiar na rede social “não muito” ou “nem um pouco”.

Em seguida aparecem o TikTok, com 63% de desconfiança (cerca de 6 em cada 10) e Instagram com 60%. A pesquisa também apontou que 53% dos entrevistados não confiam no WhatsApp e no YouTube.

Os que confiam

Entre os serviços listados, o YouTube foi o que teve a maior confiança, com 35% dos participantes afirmando que confiam na plataforma para lidar com os seus dados. Após aparecem Facebook (20%), Instagram (19%), WhatsApp (15%) e TikTok (12%).

Ou seja, menos da metade dos entrevistados confiam nos serviços listados durante a pesquisa.

Apesar do alto grau de desconfiança nas plataformas, os americanos acham difícil abandonar essas ferramentas. É por isso que 64% dos entrevistados afirmam que o governo deveria fazer algo para controlar as grandes empresas de tecnologia para que as pessoas tenham mais controle sobre como suas atividades online são rastreadas e utilizadas.

Outras empresas de tecnologia

A pesquisa também perguntou sobre a confiança dos usuários em outras empresas de tecnologia, como Google, Microsoft, Apple e Amazon.

A Amazon aparece em primeiro lugar, com 53% dos entrevistados dizendo confiar na empresa contra 40% desconfiar. Depois vem o Google com 48% confiantes contra 47% desconfiados, Apple com 44% contra 40% e Microsoft com 43% contra 42%.

Gráfico com o grau de confiança dos americanos em serviços e empresas de tecnologia. Em verde-escuro a porcentagem de quem não confia, em verde-claro os que confiam e em cinza os que não opinaram. Imagem: The Washington Post/Reprodução

Mais dados

O estudo também apontou que apenas 10% dos participantes disseram que o Facebook tem um impacto positivo na sociedade, enquanto 56% dizem que tem um impacto negativo e 33% dizem que não é positivo nem negativo.

Quando questionados sobre a publicidade online direcionada, 82% afirmaram que consideram os anúncios online irritantes, 74% invasivos e apenas 27% que eles são úteis.

A pesquisa relata ainda que cerca de 7 em cada 10 americanos acham que seus telefones ou outros dispositivos os estão ouvindo de maneiras com as quais eles não concordaram.