Claro, Qualcomm e Ericsson realizaram o primeiro teste de 5G com compartilhamento dinâmico de espectro (ou DSS, na sigla em inglês) do Brasil. As empresas conseguiram com sucesso fazer uma transmissão na sede da operadora usando a mesma banda do 4.5G, um protótipo de smartphone com o modem X55 e a tecnologia Ericsson Spectrum Sharing.

O compartilhamento dinâmico de espectro (ou Dynamic Spectrum Sharing) é uma tecnologia que permite que o 5G seja implementado na mesma banda que o 4G. Isso pode facilitar a chegada do novo padrão de conectividade, pois permite uma transição mais suave e rápida.

Com o DSS, as operadoras vão poder aproveitar parte dos investimentos em infraestrutura de 4G enquanto para oferecer a tecnologia enquanto ainda não há um grande número de usuários com aparelhos compatíveis com o novo padrão. Em outros países em que o 5G está sendo implantado, esse compartilhamento foi recebido com elogios e críticas.

Grande parte das promessas de velocidade do 5G, porém, diz respeito à frequências bem mais altas, as chamadas ondas milimétricas. O DSS do 5G nas bandas do 4G e 4.5G deve representar melhorias de velocidade, mas não explora todo o potencial da tecnologia.

O teste usou a tecnologia Ericsson Spectrum Sharing (ESS), que usa software para otimizar a alocação de banda entre 4.5G e 5G, dependendo da demanda de cada um dos padrões.

O modem X55 da Qualcomm é o que equipa a plataforma Snapdragon 865, que foi anunciada em dezembro do ano passado e está começando a aparecer em aparelhos de topo de linha de 2020, como o Galaxy S20 da Samsung e o Mi 10 da Xiaomi.

O modem é compatível com o DSS e com redes 5G NSA (non-standalone, que depende do núcleo do 4G para funcionar) e SA (standalone, que funciona de forma totalmente independente do 4G).

A Qualcomm fez bastante barulho em torno do DSS durante seu Snapdragon Tech Summit, em dezembro do ano passado. Em uma demonstração feita no evento, dois aparelhos usavam a mesma banda, um no 4G e outro no 5G.

Esse não foi o primeiro teste de 5G feito pela Claro. Ano passado, a empresa fez uma demonstração da tecnologia ao colocar um holograma do violinista Lucas Lima no show Led Zeppelin in Concert — o músico estava tocando ao vivo da sede da empresa.