Quentin Tarantino, diretor e roteirista duas vezes vencedor do Oscar, anunciou na terça-feira (2) que venderá NFTs — os “tokens não-fungíveis” — de sete cenas originais de “Pulp Fiction”, possivelmente seu filme mais famoso.

O diretor não é o primeiro a entrar no mundo de tokens digitais. Diversos estúdios de produção estão aproveitando a possibilidade dos tokens não fungíveis (NFTs) e da tecnologia blockchain para buscar um engajamento maior com seus fãs — e também em busca de novas fontes de receita pós-produção, afinal, aproveitando a onda das criptomoedas.

Prova disso, é que, recentemente, a Warner anunciou a criação de NFTs exclusivos para um dos filmes mais aguardados de 2021, Matrix 4, que tem data de lançamento para dezembro deste ano.

Segundo Tarantino, 7 cenas exclusivas — e inéditas — do filme original, que foram retiradas no processo de edição, serão disponibilizadas em NFTs. Eles serão chamados de “Secret NFTs” e minados na Secret (SCRT), blockchain focada em protocolos de privacidade. Os tokens serão leiloados no site da Opensea.

Os NFTs ainda incluirão trechos do roteiro original de Pulp Fiction e comentários exclusivos de Tarantino que revelará “segredos sobre o filme e seu criador.

“Estou animado para apresentar essas cenas exclusivas de ‘Pulp Fiction’ aos fãs”, disse o roteirista no comunicado.

Mas, afinal, o que são NFTs?

“Token” pode ser interpretado como um símbolo, um selo (no sentido de liberar ou acessar algo); fungível, por sua vez, é baseado no conceito de fungibilidade, que diz respeito a qualquer coisa que possa ser substituída por outra da mesma espécie.

Dessa forma, token não-fungível pode ser classificado como um símbolo que não pode ser substituído. É algo único e, por esse motivo, tem uma autenticidade que nenhum outro produto conseguirá obter.

Os NFTs que bombaram na internet nos últimos meses eram associados tanto a objetos físicos quanto a obras de arte totalmente digital. Nenhuma delas é igual às outras, e cada uma ganha um selo digital de autenticidade para comprovar que ninguém mais terá acesso àquela peça. Logo, não é possível atribuir um ativo NFT a duas obras iguais porque não existem duas iguais.

E o que é blockchain?

É uma espécie de “livro de contabilidade”, compartilhado e imutável que facilita o processo de registro de transações e o rastreamento de ativos em uma rede empresarial. Um ativo pode ser tangível (uma casa, um carro, dinheiro, terras) ou intangível (propriedade intelectual, patentes, direitos autorais e criação de marcas, como os tokens de Tarantino). Quem ainda estiver confuso sobre a história pode ler mais neste texto do Gizmodo.