Milhões de pessoas viram as imagens de uma missão de resgate que saiu do controle. Na manhã de terça-feira, uma mulher de 74 anos tropeçou e sofreu ferimentos na cabeça e no rosto enquanto caminhava no Piestewa Peak, na Phoenix Mountain Preserve, no Arizona. Mas, quando o Corpo de Bombeiros de Phoenix tentou resgatá-la de helicóptero para levá-la a um hospital, a maca suspensa que levava a paciente girou como um cata-vento em um furacão.

A Fox 10 Phoenix e a KNXV capturaram o horror.

A enxurrada de respostas ao tuíte viral da Fox 10 sobre o resgate tinha muitas perguntas: Ela está bem? Por que não tem mais cordas para estabilizar a maca? Por que ela está girando assim? Por que eu estou rindo disso?

A resposta para a última pergunta é porque a maioria de nós somos pessoas terríveis. Já a pergunta sobre ela estar girando não é tão simples.

O mais importante, porém, é que a mulher parece estar bem, segundo informações da manhã de quarta-feira (5). Durante uma coletiva de imprensa do Corpo de Bombeiros de Phoenix realizada na terça-feira (4) — organizada parcialmente em resposta à reação online — o Capitão Bobby Dubnow disse aos repórteres que conversou com a mulher quando ela estava no helicóptero após a aventura.

“Eu meio que pude olhar um pouco para seu rosto, ter certeza de que seus olhos estavam abertos. Eu disse que tudo ficaria bem”, contou Dubnow, acrescentando que a mulher recebeu remédio para tontura e náusea quando chegou ao hospital, mas estava em condição estável e parecia não sofrer nenhum outro efeito do giro.

O Corpo de Bombeiros de Phoenix decidiu resgatar a mulher usando um helicóptero depois de avaliar a situação. “Neste caso, as equipes decidiram que o helicóptero seria a melhor opção”, disse Dubnow aos repórteres. “Decidimos com base na idade da paciente, no mecanismo de sua lesão, no calor do dia, no terreno, na quantidade de trabalho e tempo que levaria para carregá-la usando um carro grande ou de outra maneira.”

Mas depois que um bombeiro de resgate desceu do helicóptero e prendeu a mulher em uma maca a uma corda, algo deu errado.

Paul Apolinar, piloto-chefe do Departamento de Polícia de Phoenix, explicou na coletiva de imprensa que, quando a cesta que segurava a mulher foi retirada do chão, o equipamento começou a interagir com a turbulência causada pelas hélices. O gancho que prende a cesta ao fio é projetado para girar — e, bem, foi o que aconteceu.

Normalmente, uma corda extra impede a cesta de girar fora de controle, mas neste caso, possivelmente por causa de ventos fortes, ela falhou e “acabou quebrando”, segundo Derek Geisel, piloto de resgate da operação. A tripulação abaixou e suspendeu novamente a cesta para tentar reduzir os giros.

Como isso não resolveu, Geisel voou para frente. “Uma vez que conseguimos avançar o voo, o giro ficou um pouco menor a ponto de eles poderem levar o paciente até a aeronave, o que permitiu que pousássemos”, disse Geisel durante a coletiva, acrescentando que o local de pouso era cerca de 800 metros de onde o resgate ocorreu.

De acordo com Apolinar, o Corpo de Bombeiros de Phoenix fez 210 resgates nas montanhas nos últimos seis anos, e esta é a segunda vez que o paciente acaba girando no ar.