A Samsung anunciou no fim de agosto seu mais recente smartwatch, o Gear S3. Ele está chegando ao Brasil, e os modelos anteriores vão baixar de preço.

O Samsung Gear S3 será lançado na próxima segunda-feira (12) por R$ 2.199, nas versões Classic (mais semelhante a um relógio de pulso tradicional) e o Frontier (com visual mais esportivo). Ambas estarão disponíveis em lojas da Samsung e no grande varejo.

Por sua vez, o Gear S2 continua à venda, mas com preço sugerido de R$ 1.699; e a pulseira Gear Fit2 – mais centrada em atividades físicas – cai para R$ 1.199. Vale notar que esses são preços cheios; as lojas poderão aplicar descontos e esses valores devem ficar menores na prática.


De cima para baixo: Gear S3, Gear Fit 2 e Gear S2

O Gear S3 virá ao Brasil apenas na versão Wi-Fi por enquanto. Como explica Renato Citrini, gerente sênior de dispositivos móveis na Samsung, ao Gizmodo Brasil, a versão com 4G usa um chip chamado eSIM (embedded SIM), mas ele não está previsto em regulamentação da Anatel.

O problema não está na tecnologia, e sim na portabilidade: as operadoras no Brasil ainda não têm sistema para migrar linhas em eSIM, e este chip não pode ser retirado do aparelho. A Samsung sugeriu à Anatel que trocaria o relógio dos clientes por outro idêntico para fazer a portabilidade, segundo Citrini, mas a agência não aceitou.

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O Gear S3 tem algumas melhorias em relação ao antecessor. Ele possui GPS embutido, para acompanhar sua atividade física sem depender do smartphone; permite transferir até 4 GB de músicas para ouvir com o relógio via Bluetooth; e traz uma bateria maior (380 mAh contra 250 mAh) que dura até quatro dias.

O relógio ganhou altímetro (para medir andares subidos ou descidos) e barômetro, que detecta mudanças súbitas de pressão atmosférica e avisa que o tempo pode ficar ruim. Além disso, ele vem embutido com Samsung Pay, permitindo pagar por NFC e também por MST (transmissão segura magnética), que simula a tarja magnética de seu cartão.

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A diferença mais notável, no entanto, está no tamanho: o Gear S3 tem 46 mm de largura, contra 42 mm de seu antecessor. Citrini reconhece que ele deve ter um apelo maior para o público masculino em relação ao Gear S2.

O Gear S3 tem várias semelhanças em relação ao seu antecessor: ele mantém o controle giratório para a interface, assim como a resolução 360 x 360 da tela, o sensor de batimentos cardíacos e resistência IP68 a poeira e água (mas não é recomendável nadar com ele). Além disso, ele continua rodando Tizen – e Citrini diz que não há previsão para um relógio da Samsung com Android Wear.

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O Tizen tem algumas vantagens, como a maior duração de bateria: o Gear S3 que venho testando realmente dura cerca de quatro dias; o Asus Zenwatch 3, com Android Wear, tem bateria ligeiramente menor (340 mAh) mas não passou de dois dias em meus testes.

A Samsung lembra que vem estimulando desenvolvedores a apostarem no Tizen, inclusive com uma iniciativa chamada Ocean, que oferece treinamento e suporte a startups (inclusive com aporte financeiro). Isso fica no campus da USP em São Paulo, na parte de engenharia de produção da Poli. Há apenas três centros do tipo no mundo: um na Coreia do Sul, outro nos EUA, e outro no Brasil.

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No entanto, o Tizen tem uma grande limitação: só é possível instalar ou atualizar apps no Gear S3 (ou no S2) se você o usar com smartphones da Samsung – senão, você só poderá usar os apps pré-instalados e trocar as faces do relógio.

Citrini diz que isso acontece porque a Samsung “não tem como entrar no ambiente” de smartphones da concorrência para apps serem instalados fora de celulares Galaxy. O Gear S2 e S3 exigem smartphones rodando Android 4.4 ou superior e pelo menos 1,5 GB de RAM.

Os smartwatches ainda não se provaram úteis para o grande público, e as vendas globais estão caindo desde o segundo trimestre, segundo a IDC. Ainda assim, você está interessado?