Em votação unânime na última quarta-feira (16), a Microsoft nomeou o CEO Satya Nadella como presidente de seu conselho. É a primeira vez em duas décadas que uma mesma pessoa ocupará ambos os cargos na companhia de Redmond.

A Microsoft retirou Nadella do grupo de nuvem e soluções empresariais para assumir o papel de CEO em 2014, e Nadella usou seu tempo no cargo para trazer de volta a Microsoft à posição de uma das empresas mais importantes e valiosas do mundo. Sua nomeação como presidente reforça a confiança dos acionistas e outros integrantes da companhia na liderança de Nadella, especialmente considerando o “impacto sem precedentes da Covid-19 em nossos negócios e nosso pessoal”, afirmou a Microsoft em um comunicado.

“Nessa função, Nadella liderará o trabalho para definir a agenda do conselho, aproveitando seu profundo conhecimento do negócio para elevar as oportunidades estratégicas certas e identificar os principais riscos e abordagens de mitigação para a revisão do conselho”, complementou.

Com o anúncio da nomeação de Nadella, as ações da Microsoft subiram mais de 600%, tornando-a a segunda empresa mais valiosa do mundo, atrás apenas da Apple. O próprio Nadella é um dos acionistas individuais mais proeminentes da Microsoft, possuindo mais de 1,6 milhão de ações da companhia.

Assine a newsletter do Gizmodo

Nadella substituirá o diretor independente John Thompson como presidente, uma posição que ocupava desde que Bill Gates se afastou para se tornar um “consultor de tecnologia”, em 2014. A Microsoft disse que Thompson manterá “autoridade significativa, incluindo fornecer contribuições em nome dos diretores independentes nas agendas do conselho, convocando reuniões de diretores independentes, estabelecendo agendas para sessões executivas e conduzindo avaliações de desempenho do CEO”.

Gates, por sua vez, se retirou por completo do conselho em 2020, em meio a uma investigação interna sobre alegações de que ele havia mantido relações com uma funcionária subordinada da Microsoft — algo que os líderes da empresa consideraram impróprio.