Goste da ideia ou não, o fato é que todo mundo só fala de metaverso. Agora, a Qualcomm está tentando entrar na onda, criando uma nova plataforma de desenvolvimento de realidade aumentada chamada Qualcomm Spaces.

A Qualcomm é geralmente mais conhecida por seus chips de dispositivos móveis, mas o desenvolvimento de realidade virtual faz parte de seu escopo de trabalho. Especialmente quando você leva em consideração que o chip Snapdragon XR2 da Qualcomm fornece tecnologia para vários headsets populares, incluindo o Oculus Quest 2 (Meta Quest 2?), do Facebook. Quer dizer, Meta.

A companhia diz que o Snapdragon Spaces já está nas mãos de certos desenvolvedores selecionados, e que tem planos de tornar a plataforma disponível para todos os usuários a partir da primavera de 2022.

Ao contrário das plataformas de desenvolvimento de jogos mais tradicionais, como Unity e Unreal Engine, a Snapdragon Spaces oferece um conjunto de ferramentas de desenvolvimento para facilitar a vida de aplicativos que precisam reconhecer e interagir com o mundo real usando realidade aumentada — graças ao suporte para mapeamento espacial, detecção de planos, rastreamento e reconhecimento de objetos.

Para encorajar o desenvolvimento de realidade aumentada, a Qualcomm também está lançando seu programa Snapdragon Spaces Pathfinder, que pretende apoiar e promover novos projetos relacionados a essa tecnologia.

Naturalmente, graças à ampla gama de parceiros existentes da Qualcomm, uma série de grandes nomes já se comprometeram a oferecer suporte ao Snapdragon Spaces de alguma forma. A Lenovo afirma que seus óculos inteligentes ThinkReality A3 serão os primeiros óculos de realidade aumentada a oferecer suporte a Snapdragon Spaces. Outros grandes nomes que também planejam desenvolver aplicativos ou dispositivos usando o Snapdragon Spaces são: T-Mobile, Xiaomi, ViacomCBS, Oppo e Motorola.

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É importante destacar que a Qualcomm normalmente se abstém de fazer dispositivos de consumo reais. Então, no final, caberá aos fabricantes de dispositivos e desenvolvedores de aplicativos tirar o melhor proveito de todas as diferentes ferramentas e recursos do Snapdragon Spaces. Mas a grande conclusão é que considerando a empresa anteriormente conhecida como Facebook e sua plataforma Horizon, a plataforma Mesh da Microsoft, e agora o Snapdragon Spaces da Qualcomm, ninguém quer ficar de fora do metaverso. Fica o questionamento de como essas coisas poderão funcionar juntas — e se o metaverso como um conceito é algo que pessoas reais realmente vão querer (ou poder) participar.