O Stanford Shopping Center suspendeu o uso de robôs de segurança depois de um acidente na semana passada, envolvendo um menino de 16 meses. A criança esbarrou em uma das máquinas e se feriu levemente.

O garoto, Harwin Cheng, estava caminhando na frente de seus pais em frente a uma loja da Armani Exchange quando a mãe viu o robô se aproximando. A criança não percebeu, esbarrou na máquina e caiu. Segundo a mãe, o robô continuou avançando sobre o garoto, que machucou o pé.

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O Stanford Shopping Center, que fica em Palo Alto, na California, disse que está investigando o incidente e suspendeu por tempo indefinido o uso dos robôs. A empresa que desenvolveu a máquina, Knightscope, disse que este foi um “acidente bizarro” e emitiu um pedido formal de desculpas à família.

“Nossa missão primária é garantir a segurança geral do público e todas as circunstâncias que podem comprometer essa missão são levadas muito a sério,” disse William Santana Li, CEO da Knightscope.

Segundo a empresa, o K5 — usado na segurança do shopping — é equipado com quase 30 sensores, que deveriam ter registrado uma vibração ao passar por cima do pé de Harwin. O incidente fez com que a Knightscope abrisse um relatório de ocorrências — essa foi a primeira ocorrência registrada em 40 mil quilômetros percorridos pela frota de robôs.

O relato da Knightscope a respeito do acidente é um pouco diferente da versão da mãe. Segundo a empresa, Harwin andou de costas “diretamente” em direção à máquina fazendo com que o robô parasse, e foi aí que a criança caiu.

Independente do que tenha acontecido, não há dúvidas de que uma criança se machucou, mesmo que tenha sido um ferimento leve. Shoppings podem até achar legal e conveniente usar robôs de segurança pelos corredores, mas eles precisam tomar conta dos equipamentos de um metro e meio de altura e que chegam a pesar 130 quilos.

Imagem do topo: um robô K5, foto por Knightscope.

[Wall Street Journal]