A Solar Orbiter, missão lançada em 2020 pela NASA com a Agência Espacial Europeia (ESA), captou imagens surpreendentes de ejeções de massa coronal (EMC) — eventos climáticos espaciais que envolvem grandes e rápidas expulsões de plasma da superfície solar.

Segunda a agência, visualizações de EMC já haviam sido captadas antes, mas esta é a primeira vez do SoloHI  (abreviação de Solar Orbiter Heliospheric Imager). O instrumento usou um de seus quatro detectores em menos de 15% de sua potência normal para reduzir a quantidade de dados adquiridos. Ainda assim, é possível perceber uma explosão repentina de partículas no vídeo.

A equipe afirma que isso foi um acidente, pois no momento em que a erupção atingiu a espaçonave, a Solar Orbiter tinha acabado de passar por trás do Sol e atingir o seu periélio (ponto orbital de menor distância do Sol). Quando isso acontece, o contato com a Terra geralmente é interrompido. Assim, ninguém planejou registrar dados durante esse momento. “Mas desde que pensamos nisso, as antenas terrestres e a tecnologia foram atualizadas, o que permitiu que o registro acontecesse”, disse, em nota, Robin Colaninno, investigador principal do SoloHI no Laboratório de Pesquisa Naval dos Estados Unidos.

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A sonda conseguiu o feito no mês de fevereiro, um ano após seu lançamento. Vários telescópios espaciais também testemunharam o acontecido, dando aos pesquisadores da ESA e da NASA uma oportunidade única de acompanhar o evento de vários ângulos diferentes. É importante destacar que essa energia é expelida para o espaço a velocidades que podem chegar a mais de 3,2 mil km por segundo. Depois que a ejeção ocorre, esse plasma se torna parte do vento solar que regularmente chega à Terra em shows de luz como a aurora boreal. Ainda assim, ele pode causar a falha de satélites e redes elétricas.