Atualizado na sexta-feira (30), às 9h30.

O Starbucks teria decidido combater a visualização de imagens explícitas dentro de seus estabelecimentos depois de pressão de um grupo ativista antipornografia.

Business Insider noticiou que a rede de cafeterias se comprometeu a barrar a visualização de pornografia em seus estabelecimentos depois de ser criticada por Donna Rice Hughes, CEO da organização sem fins lucrativos Enough is Enough, que combate a pornografia infantil online. Hughes alegou em um comunicado nesta semana que a empresa estava “deixando as portas abertas para criminosos sexuais condenados e outros fugir do radar da lei e usar serviços de Wi-Fi públicos gratuitos para acessar pornografia infantil ilegal e pornografia hard-core“.

O anúncio da empresa vem depois de uma petição do grupo CitizenGo para que o Starbucks “filtre pornografia e imagens de abuso sexual infantil”, postada na semana passada e que havia alcançado cerca de 30 mil assinaturas até esta quarta-feira (28).

“Aparentemente, o Starbucks se preocupa mais em fornecer canudinhos de papel para proteger o meio ambiente do que em proteger crianças e usuários em seu Wi-Fi público”, afirma a petição. “O Starbucks quebrou sua promessa de filtrar imagens pornográficas e de abuso sexual infantil, apesar de seu anúncio público de que forneceria Wi-Fi seguro em seus restaurantes em todo o país … um anúncio de mais de dois anos e meio atrás!”

Um porta-voz da empresa disse ao Business Insider na quarta-feira que a companhia havia “identificado uma solução para impedir que esse conteúdo seja visualizado dentro de nossas lojas, e vamos começar a introduzi-lo em nossos locais nos EUA em 2019”.

Vale apontar que visualizar pornografia nunca foi de fato permitido nas cafeterias do Starbucks. A empresa disse, em um comunicado enviado ao Verge, que “o uso do Wi-Fi público do Starbucks para visualizar conteúdo ilegal ou vulgar não é e nunca foi permitido”. Mas a companhia tinha se comprometido a criar um filtro em 2016, o que até agora não se concretizou.

“Uma vez que determinamos que nossos clientes possam acessar nosso Wi-Fi gratuito de maneira que também não bloqueie involuntariamente conteúdos não intencionais, vamos implementar isso em nossas lojas”, afirmou um porta-voz do Starbucks em 2016.

O Gizmodo Brasil entrou em contato com a assessoria da companhia no Brasil, que emitiu o seguinte comunicado:

“Apesar de incomum, o uso do Wi-Fi público da Starbucks para visualização de conteúdo ilegal ou grave não é permitido e não foi em nenhum momento. Para assegurar que a nossa experiência do Terceiro Lugar permaneça segura e acolhedora a todos, identificamos uma solução que previne esse tipo de acesso dentro de nossas lojas e terá seu processo iniciado nos Estados Unidos e Canadá em 2019. A prática já se aplica ao Brasil.”

Parece que a rede enfim cumprirá sua promessa.

[Business Insider]