Este ano, a TIM virou alvo de aquisição: a Oi disse oficialmente que queria comprar a operadora, e a Vodafone – segunda maior empresa de telefonia no mundo – também estaria interessada. Mas parece que ela irá para as mãos das outras três maiores operadoras no Brasil.

Segundo a Folha de S. Paulo, Vivo e Claro se juntaram à Oi para comprar a TIM Brasil e reparti-la em três. O valor da aquisição não foi fechado, mas pode ultrapassar os R$ 30 bilhões.

A TIM não será dividida por igual, para assim atender a exigências da Anatel e do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que poderiam vetar a aquisição caso ela prejudique a concorrência. Segundo a Folha, a Claro deve ficar com 40% da TIM; a Vivo, com 32%, e a Oi, com 28%.

Mas como será a transição para quem é cliente da TIM? Por exemplo, se você assina uma linha pré ou pós, os planos atuais serão migrados para a Vivo/Claro/Oi sem alterações? Isso ainda não foi definido; é algo que cabe à Anatel decidir.

A compra da TIM só deve acontecer depois que a Oi vender a PT (Portugal Telecom) em Portugal, o que deve ocorrer na semana que vem. A Oi precisa desse dinheiro pois está bastante endividada.

Com este negócio, Vivo, Claro e Oi saem ainda maiores e podem fazer mais investimentos na rede móvel. Mesmo assim, não há garantia que o consumidor saia ganhando: com menos concorrência, os preços podem altos e a qualidade de serviço pode cair.

Por que querem comprar a TIM?

A divisão da TIM entre as outras operadoras não é uma completa surpresa. Em novembro de 2013, a Reuters dizia:

A espanhola Telefónica… mira vender a brasileira TIM Participações em 2014… A TIM Participações pode ter que ser repartida entre as operadoras móveis que já atuam no Brasil, pois a venda para apenas uma das companhias no país elevaria em demasia a concentração de mercado, algo indesejável para o governo brasileiro.

Essa história começou no final do ano passado, quando a Telefónica – dona da Vivo – anunciou que se tornaria sócia majoritária da Telco, controladora da Telecom Italia – e dona da TIM. Ou seja, a espanhola teria controle sobre duas operadoras que, juntas, detêm 56% dos clientes de celular no Brasil.

Segundo o Cade, isso concentraria muito poder nas mãos de uma empresa. Então o órgão decidiu: ou a Telefônica arranja um novo sócio para a Vivo, ou vende sua participação na Telecom Itália. E é isso que deve acontecer.

Claro, Vivo e Oi não confirmaram as negociações. [Folha, Folha]

Foto por Duncan Hull/Flickr