As pessoas que usam Tinder estão mais dispostas a procurar sexo casual do que a maioria das pessoas? Sim. Os usuários do app têm mais sucesso do que as pessoas que não se valem da tecnologia e também estão a fim de relações casuais? Não.

Essas são as conclusões de um estudo da Universidade Norueguesa de Ciências a Tecnologia (NTNU, na sigla em inglês), publicado nesta semana no periódico Personality and Individual Differences. Eles realizaram uma pesquisa com 641 estudantes entre 19 e 29 anos, perguntando sobre as atividades nas redes sociais e o comportamento sexual dos participantes.



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Praticamente metade afirmou utilizar “aplicativos de encontros baseados em fotos”. Um em cada cinco era usuário ativo dos apps – e o número de homens e mulheres era praticamente o mesmo.

Dito isso, descobriram que a maioria das pessoas que estão no Tinder ou em aplicativos similares estão interessados em relações de curto prazo e sexo casual. Acontece que essas pessoas não estão transando tanto quanto se possa imaginar.

“Os aplicativos se tornaram uma nova área pública para encontros. Mas até certo ponto, as pessoas que usam os apps são os mesmos que tentam achar essas relacionamentos em outros lugares”, disse o professor Leif Edward Ottesen Kennair, do departamento de psicologia da NTNU.

Na prática isso quer dizer que, embora o pessoal no app esteja interessado em sexo casual, a taxa de sucesso é muito parecida com aqueles que também estão a fim de transar sem compromissos, mas que não usam a tecnologia para encontrar pessoas.

Outra descoberta foi a de que os usuários usam o aplicativo para passar o tempo – principalmente quando estão entediados.

As mulheres costumar gastar mais tempo no app e analisar com mais cuidado os possíveis parceiros; além disso, elas tendem a usar o Tinder para se sentir atraentes.

Já os homens são mais diretos, tomam decisões rápidas – ou seja, vão com muita sede ao pote. Mas também são mais propensos a tentar achar a cara metade. “Homens que usam esses aplicativos também procuram por parceiras de longo prazo, mas em menor grau do que a procura por relações casuais”, afirma o psicólogo Ernst Olav Botnen, principal autor do estudo.

[EurekaAlert]

Imagem do topo: Tinder/Divulgação