Após o procurador-geral William Barr se juntar ao FBI para pressionar a Apple a desbloquear dois iPhones pertencentes a um homem suspeito de disparar contra uma base naval na Flórida, até mesmo o próprio presidente norte-americano Donald Trump decidiu entrar na discussão.

Na última terça-feira (14), ele publicou um tuíte, nem um pouco diplomático e com tom autoritário, mostrando sua indignação frente à atitude da Apple de se recusar a desbloquear os aparelhos.

Tradução: Nós estamos ajudando a Apple todo esse tempo no comércio e em muitas outras questões, e eles ainda se recusam a desbloquear celulares usados por assassinos, traficantes de drogas e outros criminosos violentos. Eles vão ter que tomar uma atitude e ajudar nosso grande país, AGORA! TORNE A AMÉRICA [os EUA] GRANDE NOVAMENTE!

Ou seja, Trump parece estar bem decepcionado com seu amigo “Tim Apple”. Afinal, ele de fato ajudou a empresa a economizar US$ 50 bilhões em taxas ao autorizar o corte de impostos corporativos e se dispôs a ouvir os argumentos do CEO sobre os problemas de aumentar as taxas sobre produtos da China. (O presidente norte-americano ajudou até mesmo a “inaugurar” uma fábrica de produtos da Apple que já existia há seis anos.)

No entanto, como a Apple já havia explicado ao FBI e em comunicado, não se trata de camaradagem ou troca de favores. Desbloquear os iPhones poderia acabar resultando em outros tipos de dores de cabeça ao governo ao tornar os dados dos usuários vulneráveis a ataques. Talvez, seja necessário mais um encontro cara a cara para Tim Cook explicar a Trump a importância de segurança e privacidade.