Alguns meses após anunciar a tecnologia pela primeira vez, o Twitter finalmente lançou o Twitter Blue nos Estados Unidos e Nova Zelândia. A função paga, que já existia na Austrália e no Canadá, promete ser “mais personalizável, mais fácil de usar ou, em suma, melhor que a sua versão atual”.

Entre as principais mudanças da rede social do passarinho azul estão algumas funções bastante pedidas pelos usuários nos últimos anos. Até o momento, as melhorias disponíveis são:

  • Desfazer tweets logo após sua publicação. Isso dará aos usuários 60 segundos para editar um tweet antes de ir ao ar
  • “Modo de leitura”, que facilita a compressão de threads.
  • Artigos principais e sem anúncios
  • Alteração do ícone de cor e o tema do aplicativo (opção já disponível na web).
  • Organização dos tweets em “coleções”, que funcionam por meio de pastas.

Após o lançamento, alguns usuários brasileiros relataram ter recebido o aviso das novas funções. Mas, ao clicar para tentar adquirir o serviço, receberam uma mensagem de indisponibilidade. Como de costume, o pessoal desatou “xingar muito no Twitter”.

Que as novas funções são adições interessantes, disso não há dúvidas — não à toa, elas eram algo que vinha sendo pedido há tempos pelos usuários. Mas o problema é: quais delas são realmente indispensáveis? E quais alterariam significativamente sua experiência no Twitter?

Vamos começar pela ferramenta mais interessante, que permite alterar um tuíte publicado. O primeiro ponto é que a alteração só pode acontecer até 60 segundos após a publicação. Ou seja, vale para aquelas situações em que um tuíte precisava sair de um jeito, mas foi ao ar de forma errada — e o equívoco foi percebido logo na sequência.

Para usuários triviais, que não têm o nome de uma marca ou uma reputação a zelar, um tuíte publicado com um erro de português ou com uma opinião impensada, por exemplo, não costuma ser o fim do mundo. No pior dos cenários, em que o equívoco incomode você o suficiente, basta deletar a postagem sem grandes prejuízos.

E, a não ser que você utilize o Twitter profissionalmente — como jornalistas ou assessores de imprensa, por exemplo –, recursos como o acumulador de threads e pastas com listas também parecem um luxo. Customizar a aparência e deixar de ver anúncios, por outro lado, parecem aqueles recursos que até justificam investir uma grana. Quanta grana? Bom, aí que está o ponto.

O Twitter Blue ainda não tem data para estrear no Brasil, mas, nos outros países, pode ser adquirido por valores “módicos”. Nos EUA, o preço por mês fica em US$2,99 (R$ 16,78), enquanto na Nova Zelândia é de NZ$ 4,49 (ou R$ 17,73). É uma oferta atrativa o suficiente para ser seduzido pela ideia? Não parece. Tudo depende de quem usa, é claro. Mas a função principal do Twitter para o usuário comum — ser um espaço assustadoramente livre para publicar textos curtos, imagens e vídeos despretensiosos, que vão e vêm pela timeline rapidamente — continua sendo de graça. Bem, pelo menos por enquanto.