Na tentativa de reduzir o compartilhamento de informações falsas ou sem apuração, o Twitter lançou na última quinta-feira (24) um sistema que aconselha os usuários a algo que a maioria não faz: ler os artigos antes de publicá-los na plataforma. O recurso estava em fase de testes desde junho, e agora está sendo distribuído para todos os usuários do site.

Lembra do Microsoft Clippy do Word que perguntava “Tem certeza de que deseja fazer isso?”. Bom, na prática, é basicamente a mesma coisa. E sim, você deveria ler a porcaria do link antes de postá-lo na rede social.



O Clippy do Microsoft Word, agora no Twitter. Bem, quase isso. Crédito: KnowYourMeme/Gizmodo

A função é bem simples: toda vez quando você colar o link de um artigo para publicar ou retuitar o link de outros perfis, o Twitter exibe uma janela secundária com a mensagem “Manchetes não contam toda a história. Você pode ler o artigo no Twitter antes de retuitar”.

Na primeira vez, o alerta aparece desse mesmo jeito como na imagem abaixo, mas da segunda vez em diante ele fica um pouco menor:

De acordo com o Twitter, a exibição dessa janela antes da postagem aumentou em 40% as taxas de abertura dos artigos, e outros 33% dos usuários abriram os links antes de retuitar os conteúdos.

Além disso, a companhia diz que muita gente desistiu de compartilhar uma informação, embora não tenha fornecido nenhuma porcentagem que indique o tamanho dos índices de desistência. O Twitter, inclusive, considera que esse comportamento é extremamente benéfico para o site.

Essas não são as únicas mudanças recentes na interface de usuário do Twitter. No início deste ano, a plataforma lançou um sistema para os usuários limitarem as respostas aos próprios tuítes apenas para contas que eles seguem (ou explicitamente marcadas). A rede social também implementou um mecanismo para alertar usuários caso uma mensagem tenha cunho ofensivo direcionado para outros utilizadores do site.

E após anos reclamando sobre o assunto, o Twitter também começou a exibir etiquetas de checagem de fatos nos tuítes, para indicar se uma postagem pode conter dados falsos, além de esconder mensagens que estimulem a violência postada por contas com grande alcance e influência, como aconteceu com Donald Trump.