Um vazamento de informações da NASA mostrou que Agência Espacial americana não se preocupou com reivindicações levantadas pela comunidade LGBTQ sobre o nome de seu mais novo observatório, o Telescópio Espacial James Webb.

Um documento interno da NASA expôs que um grupo de astrônomos liderou uma petição da comunidade para mudar o nome do seu novo carro-chefe, o telescópio recém-lançado, James Webb.

Os registros mostram que o grupo mostrava insatisfação e incomodo com o nome dado ao telescópio, isso porque o objeto foi nomeado em homenagem ao ex-chefe da NASA James Webb, que segundo eles, foi cúmplice na perseguição e demissão de funcionários federais LGBTQIA+ durante sua carreira no governo dos EUA entre as décadas de 1950 e 1960.

Os documentos obtidos pela Nature mostram que mesmo ciente da petição e com provas de que funcionários haviam sido demitidos devido à sua orientação sexual durante a gestão de James Webb, a NASA rejeitou o pedido para mudar o nome do telescópio.

Brian Odom, historiador-chefe interino da NASA, diz que não encontrou nenhuma informação nos arquivos da NASA que sugira que demitir pessoas por sua orientação sexual era política da agência sob Webb.

Apesar de negar, entre os documentos obtidos pela Nature, estavam diversos emails trocados recentemente entre funcionários da Agência Espacial americana. Nas conversas eles discutiam a decisão do tribunal de 1969 (quando um funcionário recorreu sua demissão) chamando-a “perturbadora”.

Em uma das conversas um pesquisador externo observou que na decisão, que rejeitou o recurso do funcionário demitido, o juiz observou que o gerente que o demitiu havia sido informado pelo Escritório de Pessoal da NASA na época que era “o costume dentro da agência demitir pessoas por comportamento homossexual”, segundo a revista Nature.

As revelações sobre a decisão da NASA em relação ao JWST vêm em um momento de crescente preocupação com a forma como a agência lida com questões de identidade.

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James Webb

Durante a década que ficou na Agência Espacial, Webb foi responsável por supervisionar o lendário programa Apollo que desembarcou humanos na Lua, mas também reforçou o foco da agência na ciência. James Webb morreu em 1992.

E por falar no telescópio, recentemente cientistas informaram que pretendem usar o equipamento para procurar sinais de extraterrestres.