O Telescópio Espacial Hubble caminha para encerrar suas operações e dar lugar ao James Webb — telescópio mais moderno e que vai olhar para confins ainda inexplorados do universo. Mas isso não significa que o Hubble, na ativa desde 1990, já tenha pendurado as chuteiras.

Nas últimas três semanas, o telescópio não só detectou a estrela mais distante do Universo, como também revelou o tamanho do maior cometa já visto por cientistas.

Só que esses anúncios não contam a história inteira. Descobertas astronômicas como essas, afinal, só chegam ao público quando a NASA ou a Agência Espacial Europeia (ESA) resolvem publicá-las em seus blogs ou contas do Twitter. 

Como explica o site PetaPixel, você não precisa se restringir ao que é divulgado de forma oficial pelas instituições. É possível acompanhar as observações do Hubble em tempo real pelo site Space Telescope Live e da conta de Twitter @spacetelelive.

Durante a tarde desta segunda-feira (18), o Hubble observou a Galáxia J2002M3013. Para isso, utilizou sua câmera de campo amplo 3. Quem conduziu o estudo foi Feige Wang, pesquisador da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.

Wang foi um dos poucos pesquisadores que teve a chance de utilizar essa ferramenta única da astronomia. Para obter algumas horas de observação no Hubble, os cientistas precisam enviar uma proposta detalhada à NASA, explicando a importância de sua pesquisa e quais frutos ela deve trazer.

Depois, uma banca de especialistas analisa as propostas e escolhe aquelas com maior potencial. Para que não haja favoritismo, o nome dos cientistas é retirado de seus projetos, deixando-os no anonimato. Na última chamada da NASA, apenas 13% dos pesquisadores que submeteram seus estudos receberam tempo de observação.