Um engenheiro criou uma tecnologia forte, rápida, eficiente e acessível para criar membros artificiais que podem formar a base de uma nova geração de próteses.

A criação é um braço e uma mão de músculo sintético que tenta imitar a complexidade do corpo humano. O membro é hábil e forte, capaz de levantar até halteres.

Projetado e construído pela Automaton Robotics, o braço é alimentado por eletricidade e usa sistemas hidráulicos para levantar pesos impressionantes.

A empresa é um grupo de robótica com sede na Polônia, atualmente composto por um engenheiro — muito — dedicado, cujo único objetivo é criar o robô humanóide mais avançado que o mundo já viu.

Nos últimos sete anos, Lukasz Kozlik desenvolveu um conceito de robô construído com um emaranhado de sistemas musculares sintéticos e um software, que dará a ele um controle motor preciso. Lucas acredita que a semelhança muscular criará um robô que é rápido, altamente eficiente e acessível.

O vídeo mais recente de uma série de atualizações após o desenvolvimento dos braços, mostra o trabalho incrível que está sendo desenvolvido, mas que ainda requer mais alguns músculos artificiais para ser concluído.

O braço atualmente tem cerca de metade dos músculos de um braço biológico, mas já consegue uma amplitude de movimento impressionante.

“Neste momento nosso braço robótico é operado apenas por metade dos músculos artificiais quando comparado a um corpo humano. O músculo mais forte para dobrar os dedos ainda está faltando. Os dedos se moverão da esquerda para a direita, mas ainda não têm músculos. O movimento do metacarpo e do pulso da esquerda para a direita também está bloqueado”, escreveram na descrição do vídeo.

“Esta versão tem um sensor de posição em cada junta, mas eles ainda não foram implementados por software. Vamos adicionar tudo o que foi mencionado acima no próximo protótipo”.

Cada músculo consiste em um dispositivo que gera movimento e potência e também e ar ou fluido hidráulico para encher uma bexiga e podem se contrair e relaxar à vontade. A Automaton Robotics expandiu isso, usando fluido fervido de baixa temperatura para criar uma versão totalmente elétrica.

Assine a newsletter do Gizmodo

A abordagem parece estar funcionando bem, com controle impressionante sobre os dedos individuais e a capacidade do braço de suportar halteres pesando 7kg. Podemos dizer que o robô tem até “sangue quente”, já que tem o fluido quente correndo pelas veias sintéticas. Tudo o que precisa agora é um sistema de inteligência artificial — tipo a Jarvis do homem de Ferro, e a prótese seria assustadoramente próximo a um humano real.