O mercado de pulseiras e relógios inteligentes tem crescido ultimamente, com diversas marcas apostando na tecnologia. O terceiro trimestre de 2019, especificamente, observou um crescimento de 65% em relação ao mesmo período no ano passado, atingindo um recorde de 45,5 milhões de unidades vendidas. Os números são da Canalys, uma empresa de pesquisa e estatística que produziu um relatório sobre o mercado global de vestíveis. 

A pesquisa categorizou os dados em quatro regiões: Américas, Ásia Pacífico (não inclui a China), EMEA (Europa, Oriente Médio e África) e Grande China (que abrange a China continental, Hong Kong, Macau e Taiwan). A área denominada Grande China é responsável pelo maior número de vendas globalmente, contabilizando 40% do total e com um crescimento de 60% ao ano. 

A região Ásia Pacífico é a menor de todas, contribuindo com apenas 16% das vendas de wearables. No entanto, ela é a que apresenta o crescimento mais acelerado, com um aumento de 130% em relação ao terceiro trimestre de 2018. 

Venda e crescimento anual de wearables globalmente. Fonte: Canalys Wearable Band Analysis, Novembro de 2019

Em relação às marcas, a Xiaomi liderou o ranking, com 12,2 milhões de pulseiras inteligentes vendidas globalmente, além de apresentar um crescimento de 74% ao ano. Com esses números, a gigante de tecnologia chinesa conseguiu atingir sua maior participação no mercado global, com 27%, desde o terceiro trimestre de 2015. Segundo a Canalys, isso se deve à forte performance no mercado interno chinês e à expansão agressiva da empresa no exterior. Aqui no Brasil, por exemplo, a Mi Band 4 custa R$ 334,99; enquanto que os preços do Watch Series 5, da Apple, começam em R$ 3.999. (Claro que são dois dispositivos diferentes e com funcionalidades distintas, mas, ainda assim, a diferença de preço entre os dois wearables é enorme.)

A Apple ficou em segundo lugar, registrando seu maior crescimento desde o segundo trimestre de 2017. O Apple Watch Series 5, lançado em setembro deste ano, foi responsável por cerca de 60% das vendas do trimestre. O terceiro lugar foi ocupado pela Huawei, com 5,9 milhões de unidades vendidas e um crescimento anual de 243%. De acordo com a Canalys, o mercado doméstico permitiu que a Huawei ficasse à frente da Fitbit, recém-comprada pelo Google – a quarta colocada do ranking e a única que não teve crescimento em relação ao ano anterior.