A Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA) estabeleceu um recorde para o menor foguete já utilizado para o lançamento de um satélite em órbita. Eles utilizaram um foguete de sondagem SS-520 modificado com um terceiro estágio, que carregava um CubeSat TRICOM-1R.

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De acordo com o Engadget, o lançamento original da JAXA com o SS-520 acabou falhando em janeiro de 2017 devido a uma falha técnica que impediu a ativação do segundo estágio. Os investigadores descobriram que algumas vibrações causaram um curto-circuito que deixou os transmissores do foguete offline.

De acordo com o comunicado à impresa da JAXA, o lançamento foi bem sucedido, e o TRICOM-1R está funcionando como esperado:

A unidade 5 do SS-520 voou como o esperado e obteve sucesso ao separar o microssatélite TRICOM-1R (Trichom One Ear) em órbita cerca de 7 minutos e 30 segundos depois do experimento. O status do TRICOM-1R é normal.

O Japan Times noticia que o foguete tem “quase o tamanho de um poste, medindo dez metros de comprimento e 50 centímetros de diâmetro” e que ele foi construído utilizando “componentes encontrados em eletroeletrônicos e smartphones”. No entanto, ele não é exatamente leve, como aponta o pessoal do Spaceflight Now:

Segundo os documentos da JAXA, o SS-520-5 pesava quase 2,9 toneladas no lançamento, sendo 2,2 toneladas desse peso os propulsores sólidos pré-carregadores. O primeiro estágio do SS-520-5, equipado com barbatanas estabilizadoras de rotação, foi carregado com cerca de 1.500 quilos de combustível sólido HTPB.

Um pacote de propulsão de nitrogênio gasoso foi projetado para manter o foguete SS-520-5 apontado corretamente entre a queima do primeiro e segundo estágio. O segundo e terceiro estágios consumiram 325 quilos e 78 quilos de combustível, respectivamente.

O carregamento, o TRICOM-1R, pesa 140 quilos e carrega equipamentos de rádio e de observação da Terra.

Como o The Verge aponta, o lançamento da JAXA faz parte de uma tendência geral das viagens espaciais, com veículos menores capazes de entregar carregamentos miniaturizados. O Laboratório de Foguetes da Nova Zelândia lançou um foguete Electron em janeiro, entregando quatro pequenos satélites, incluindo uma bola de discoteca gigante visível a partir da superfície terrestre que deixou astrônomos putos da vida. Foguetes menores são mais baratos de se construir e, no final das contas, podem reduzir a barreira para a entrada de companhias com menos poderio financeiro.

[Engadget/The Verge/Spaceflight Now]