No finalzinho do ano passado, um vlogueiro idiota achou que seria legal expor o corpo de uma vítima de suicídio. Na ocasião, Logan Paul, popular youtuber americano de 22 anos, publicou um vídeo com cenas de uma pessoa pendurada pelo pescoço em Aokigahara, Japão, também conhecido como “floresta do suicídio”.

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É claro que o cara sofreu diversas críticas e evidenciou como a rede dá espaço para conteúdos que apelam exclusivamente para as visualizações. Agora, o YouTube disse que reconhece sua falta de comunicação sobre o tema e que está estudando “mais consequências” para Logan Paul. O que isso quer dizer eu não faço a mínima ideia, mas o posicionamento foi feito abertamente em uma sequência de tuítes.


“Vocês merecem saber o que está acontecendo. Assim como muitas outras pessoas, estamos chateados com o vídeo que foi compartilhado na semana passada. Suicídio não é uma piada, nem deveria ser um motivador para visualizações”

Pouco depois da publicação do vídeo, Logan Paul o deletou. Mais tarde, ele publicou um pedido de desculpas, dizendo que queria conscientizar as pessoas sobre saúde mental e o suicídio. Embora o vlogueiro realmente tenha dito durante o vídeo sobre a importância de tratar distúrbios mentais e ter dito que “suicídio não é piada”, ele debochou quando um dos membros do grupo disse não se sentir bem, ao perguntar se o cara “nunca viu uma pessoa morta” e rir.

Em um segundo pedido de desculpas, Paul escreveu: “Eu deveria ter abaixado as câmeras e parado de gravar a situação pela qual estávamos passando”. Depois, ele tuítou que “tomaria um tempo para refletir” e que não publicaria um vídeo a respeito do tema. Desde então ele não compartilhou nada em seu Twitter, nem em seu canal do YouTube.

O YouTube prometeu ouvir o que a comunidade tem para dizer e disse esperar mais dos criadores de conteúdo que constroem seu público na plataforma. “Sabemos que as ações de um criador podem afetar a comunidade inteira, então em breve compartilharemos mais sobre os passos que estamos tomando para que vídeos como esse nunca mais circulem”.

Apesar do vídeo já ter sido removido pelo próprio vlogueiro, muitas contas continuam reenviando a publicação no YouTube. O serviço ainda não deu detalhes de quais são os próximos passos para evitar esse comportamento, nem quais são as consequências citadas no Twitter.

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Imagem de topo: Captura de Tela/Twitter