Apesar da alta taxa de desemprego no Brasil, a área de Big Data & Analytics está bem aquecida, com o setor de TI oferecendo vagas com remunerações 2,5 vezes superiores à média nacional de salários. Contudo, as empresas interessadas nesse tipo de profissional estão enfrentando dificuldades para encontrar mão de obra qualificada.

Estima-se que até 2025, o Big Data será a área que mais demandará novos profissionais de TI. Segundo um estudo da Brasscom, em 5 anos, a área deve contratar sozinha mais de 147 mil profissionais no Brasil.

Porém, o grande problema é que a oferta de novos formandos em cursos técnicos superiores de tecnologia fica em torno de 53 mil por ano, sendo assim bem abaixo da demanda.

Por isso, se você tem interesse na área, aqui estão cinco dicas de como começar uma carreira na área da ciência de dados.

1. Aprimore suas habilidades

Quem deseja trabalhar com Big Data é preciso compreender os fundamentos da ciência de dados, habilidades estatísticas e modelagem preditiva, além de visualização, manipulação e análise de dados. A maneira mais indicada para adquirir essas habilidades é por meio do ensino superior.

Porém, como não existe uma formação acadêmica específica para ser um cientista de dados, o profissional pode cursar desde Estatística até Ciência da Computação, e fazer uma especialização posteriormente.

Como a área de Big Data também exige conhecimentos em programação, a formação em Análise e Desenvolvimento de Sistemas também é uma boa pedida.

2. Aprenda inglês

Para quem trabalha na área de TI, o inglês é uma competência indispensável. Infelizmente, muito do conhecimento necessário para atuar na área de Big Data está em inglês. Além disso, a procura por profissionais de TI não é uma exclusividade do Brasil. O mundo todo está precisando de profissionais de tecnologia, por isso, ter o inglês pode aumentar as suas chances de ser contratado não apenas por aqui, mas também no exterior.

Na plataforma Udemy, por exemplo, existem vários cursos de inglês – do básico ao avançado – oferecendo metodologias mais rápidas, flexíveis e baratas do que os cursos tradicionais. Um exemplo é o curso dos professores Paulo Andrade e Marcus Vinicius (link aqui), que prometem ensinar 8.000 palavras em inglês e desenvolver proficiência em ouvir, falar, ler e escrever no idioma.

3. Faça bootcamps

Um bootcamp é um curso intensivo que desenvolve habilidades importantes em diversas áreas, incluindo em tecnologia. É uma maneira barata de se especializar, dar mais peso ao currículo e chegar mais rápido ao mercado de trabalho.

A escola IGTI, por exemplo, oferece bootcamps na área de Big Data, como o de Cientista de Dados, por exemplo (disponível aqui). Nele, é possível aprender as últimas tendências e práticas na área de mineração, aprendizado de máquina, assim como a geração de conhecimento por meio do Big Data.

Ainda na IGT, também é possível fazer o bootcamp de Arquiteto(a) de Big Data (link aqui), onde é possível aprender a construir aplicações e processar grandes volumes de dados.

4. Construa um portfólio

Muito além do currículo e da carta de apresentação, crie um portfólio profissional digital que você possa facilmente compartilhar com potenciais recrutadores. É muito importante mantê-lo atualizado, pois um portfólio incompleto, casual ou desorganizado pode prejudicar suas chances de ser contratado.

Mostre no portfólio que você entende de conjuntos de dados, estruturas, estatísticas, modelos e insights. Não esqueça de incluir um resumo da sua carreira, informações pessoais, listas de habilidades, amostras de trabalhos, além de uma lista de referências.

5. Faça estágios

O estágio permite que você possa aplicar seu conhecimento teórico na prática, ajudando a construir sua autoconfiança na área, refinar as suas habilidades práticas e fazer networking.

Além disso, o estágio pode ser uma maneira de ganhar uma renda extra enquanto você ainda está aprendendo, aprimorando o seu conhecimento no Big Data, melhorando o seu currículo e aumentando as chances de ser efetivado.