Houve rumores que a Amazon estava criando sua própria loja de aplicativos para a plataforma Android. Esta semana mais detalhes foram revelados sobre a loja, que irá competir com a loja de aplicativos do Google nos Estados Unidos este ano.

Foi lançado um novo centro online para desenvolvedores enviarem aplicativos, dando alguns detalhes importantes, mas o TechCrunch também falou com duas fontes dentro da Amazon sobre a loja de aplicativos e elas esclareceram que a principal diferença entre essa loja e a do próprio Android é o motivo pelo qual alguns aplicativos serão vetados.



Mais especificamente, o Google não veta aplicativos até que os usuários reportem problemas com eles, já a Amazon parece ter aprendido algumas coisas com a Apple e vai passar cerca de uma semana analisando cada aplicativo antes de dar a aprovação.

Isso deve ajudar a evitar os aplicativos bugados e o lixo, mas para quem está preocupado com a Amazon adotar a mesma moral puritana na Apple – não se preocupe. Supostamente, eles só estão preocupados com aplicativos pornográficos e ilegais, mas todo o resto é ok.

Os preços devem ser melhores também. Amazon tem controle total em cima dos preços de cada aplicativo, com os desenvolvedores ganhando por padrão 70 centavos de dólar por cada compra. Os usuários poderão pagar com suas contas da Amazon, então é literalmente um clique até que o aplicativo seja deles (há uma opção na loja virtual que salva seus dados de pagamento e, a partir da segunda compra, é possível comprar com apenas um clique).

O Google tem falado sobre um website para navegar pelos aplicativos antes de baixá-los, mas a Amazon quer chegar lá primeiro com sua loja para desktop, assim os usuários podem enviar os links para baixar os aplicativos no seu smartphone ou tablet depois.

Curiosamente, os algoritmos de recomendação da Amazon.com serão adaptados para serem usados junto com o aplicativo, para recomendar aplicativos similares quando estiver na loja, mas também recomendando aplicativos baseado no que o usuário esteve olhando no Amazon.com. A última parte pode funcionar bem, se for bem feita, mas metade das coisas que eu compro na Amazon.com são presentes – e se de repente eu começar a receber recomendações de aplicativos para obcecados por ferrovias, eu vou jurar nunca mais comprar livros para o meu pai de novo. [TechCrunch]