O plano da Amazon para vender eletrônicos diretamente no Brasil avança: a empresa está costurando um acordo com a companhia aérea Azul, que se tornaria responsável por parte da operação logística da varejista. A informação foi publicada com exclusividade pela agência de notícias Reuters, que consultou duas fontes ligadas ao assunto.

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A notícia casa com outras duas reportagens da Reuters que indicavam que a Amazon estaria procurando um grande armazém na região metropolitana de São Paulo e que estavam conversando com diversos fornecedores no país.

A escolha pela Azul é estratégica, uma vez que a companhia aérea atua em mais de 100 aeroportos no país e possui um serviço específico de logística batizado de Azul Cargo Express. O modelo adotado pela empresa utiliza, às vezes, o espaço restante em voos comerciais para realizar entregas em todas as regiões do país – são mais de 3.200 municípios atendidos.

Na semana passada, a companhia aérea anunciou o aluguel de duas aeronaves de frete da Boeing “para apoiar o rápido crescimento de sua unidade de logística”.

A central da Azul fica no Aeroporto Internacional de Viracopos-Campinas, cerca de 45 minutos de distância do armazém que a Amazon estaria negociando.

Caso os planos se concretizem, a versão brasileira da Amazon passaria a ser muito mais parecida com o modelo adotado nos Estados Unidos. A presença direta da companhia no exterior foi suficiente para abocanhar a disputa do varejo e levantar discussões de concorrência desleal. A Amazon costuma oferecer preços muito competitivos, geralmente por conseguir um grande volume de vendas. Diferenciais como agilidade na entrega e bom atendimento ao consumidor também atraem os clientes.

As fontes, que pediram para permanecer anônimas, não especificaram se as negociações estão avançadas, nem se a Amazon procurou outras companhias aéreas além da Azul. Nenhuma das empresas comentou o caso.

[Reuters]

Imagem do topo: Joao Carlos Medau/Wikimedia