Em mais uma tentativa de dominar toda e qualquer coisa vendida em seu e-commerce, a Amazon estaria testando um novo serviço premium para que seus clientes optem por ter suas entregas de móveis ou eletrodomésticos montadas assim que chegam no endereço. A modalidade estaria prestes a ser lançada na Virgínia e “dois outros mercados”.

A informação foi divulgada pela Bloomberg na última sexta-feira (16). A agência de notícias obteve uma apresentação interna da Amazon sobre a novidade. Um informante familiarizado com o assunto disse que a ideia da gigante do varejo é “tornar as entregas mais convenientes, baratas e fáceis de serem gerenciadas pela Amazon”.

O novo serviço vai exigir que os motoristas não apenas desempacotem e montem as compras de uma pessoa, mas levem o item de volta para a Amazon se o cliente não ficar satisfeito com o resultado final. Devido a essa característica, é provável que os condutores sejam treinados a montar móveis e lidar com aparelhos mais pesados, como máquinas de lavar e lava-louças.

Pode não parecer muito, mas essa opção seria bastante benéfica porque juntaria dois trabalhos em um só — a entrega e a montagem. Aliás, quem já encomendou móveis, eletrodomésticos ou encomendas muito pesadas sabe o quanto esse upgrade seria significativo.

Hoje, a Amazon já oferece aos consumidores a opção de deixar as entregas maiores diretamente dentro de um cômodo específico da casa; por exemplo, um beliche dentro de um quarto ou uma geladeira na cozinha. Em casos assim, os funcionários da Amazon que realizam a entregam precisam levar o produto até o ambiente selecionado previamente. Contudo, a montagem fica por conta do cliente, que deve montar as peças por si mesmo ou contratar um montador.

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Com a montagem de produtos no ato da entrega, a Amazon parece estar aprimorando o Amazon Home Services, lançado em algumas cidades dos Estados Unidos em 2015 e que visa facilitar a entrega de mercadorias do lar. Contudo, embora essa medida exija que os clientes contratem empreiteiros aprovados pela Amazon para montar seus móveis, o rumor divulgado pela Bloomberg mostra que a gigante do varejo quer concentrar ainda mais funções em um número reduzido de funcionários — que já não possuem condições tão vantajosas assim.

Procurada pela equipe do Gizmodo US, a Amazon não comentou os rumores.