A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pediu à farmacêutica Pfizer explicações sobre os estudos sobre uma terceira dose da vacina contra Covid-19, já que alguns países como Chile,  Rússia e Israel já aprovaram as doses de reforço. 

A solicitação é baseada na recente decisão da agência reguladora norte-americana (FDA, sigla em inglês) de aplicar a terceira dose das vacinas da Moderna e da Pfizer em pessoas imunossuprimidas nos Estados Unidos.  

Agora a Anvisa quer os resultados desses testes, para avaliar a possibilidade de utilização no país. Também foi requerido uma reunião com a farmacêutica para tratar do assunto. Caso seja aprovado, o imunizante extra da Pfizer será aplicado em pessoas que tomaram as duas doses completas há pelo menos seis meses.

Em julho deste ano, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que o governo iria começar uma pesquisa para considerar a dose de reforço da Coronavac – vacina brasileira. 

A Organização Mundial da Saúde se posicionou sobre a necessidade de dose extra dizendo que a prioridade é avançar com a vacinação em pessoas com mais de 18 anos. E o debate sobre a terceira dose faria com que os países mais ricos armazenassem vacinas.

Menos de 1% das pessoas em 23 países, principalmente no Oriente Médio e na África, foram totalmente vacinadas. Há países que esse número chega a ser zero, como na República Democrática do Congo e Haiti.

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Seja como for, o importante agora é tomar as doses que estão disponíveis para que haja imunidade em grande parte da população. O esforço maior é fazer com que as pessoas voltem para tomar a segunda dose. O Brasil conta com 7 milhões de pessoas que não voltaram para se vacinar

[IstoÉ]