A plataforma App.net é um caso curioso de rede social: ela não tem anúncios, não vende seus dados para outras empresas e encoraja o uso e desenvolvimento de aplicativos, indo bem na contramão do que outras redes estão fazendo.

Mas tudo isso tem, literalmente, um preço: ao contrário de quase todas as outras redes sociais, ela é paga: US$ 5 por mês, ou US$ 36 por ano. Agora, no entanto, ela adota o modelo freemium, passando a oferecer um plano gratuito – mas ele só está disponível através de convites, e tem algumas limitações.

Os usuários que já estão no App.net receberão convites para chamar outras pessoas para a rede. O número de convites de cada um vai variar de acordo com a frequência de uso e a idade da conta. De acordo com o The Next Web, a quantidade de convites deve ficar entre 3 e 10 para cada usuário.

As contas gratuitas também terão limitações: os usuários só poderão seguir 40 contas e terão apenas 500MB de armazenamento na nuvem, com cada arquivo podendo ter até 10MB — quem paga pode seguir quantas contas quiser e tem 10GB de armazenamento. Caldwell lembra no blog da App.net que os planos pagos continuam a existir.

A estratégia é, claro, ter mais gente na rede. Mas, como explica o The Next Web, não é só isso:

Contas gratuitas têm potencial para fazer muito mais do que apenas melhorar os números da plataforma. Com muitos usuários disponíveis, a comunidade de desenvolvedores tem muito mais incentivo para criar aplicativos requintados que vão ajudar a aumentar a utilidade do App.net. Isto continua o ciclo vicioso que Caldwell [Dalton Caldwell, CEO da Mixed Media Labs, responsável pela plataforma] e sua equipe criaram com o plano de pagar desenvolvedores de apps bem avaliados todo mês apenas para que eles façam o que já fazem.

Os números do App.net ainda são bem modestos — 30 mil usuários pagos, sendo que 3 mil deles usam o serviço diariamente — mas o conceito parece bem interessante. Será este o empurrão que faltava? [App.net via The Next Web]