A Apple tem sido um pouco mais agressiva do que outras empresas de tecnologia quando se trata de retornar ao trabalho presencial — existe até um cronograma de quando isso iria acontecer. Pois é, “iria acontecer”, já que, devido a um novo aumento nos casos de Covid-19 nos Estados Unidos, a companhia decidiu adiar mais uma vez o o retorno presencial dos funcionários.

Informantes disseram à Bloomberg que, o que antes estava previsto para começar em setembro, agora foi atrasado pelo menos até outubro, ou possivelmente para depois. A Apple reage às mudanças de acordo com as taxas de infecção local e também com base nas restrições impostas por órgãos de saúde.

Anteriormente, apesar de algumas reclamações por parte dos funcionários, a Apple planejava fazer com que a maioria dos trabalhadores voltasse aos escritórios pelo menos três dias por semana a partir de setembro. Alguns empregados já teriam deixado de trabalhar remotamente desde março deste ano, quando os EUA avançaram com a vacinação e viram os números de novos casos e mortes provocadas pelo coronavírus despencarem.

No entanto, com uma nova onda de infecções causadas pela variante Delta no país, a Apple se viu forçada a interromper o plano de retorno presencial de uma parcela maior de funcionários. Em todo o caso, os trabalhadores serão avisados com um mês de antecedência sobre a retomada das atividades presenciais. Vale lembrar que, recentemente, alguns colaboradores acusaram a Apple de não incentivar o home office, mesmo neste período em que os casos de Covid-19 voltaram a subir.

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E as outras empresas?

Em contraste com as decisões da Apple, Google e Facebook adotaram uma abordagem diferente das rotinas de trabalho em resposta à pandemia.

O Facebook, por exemplo, ofereceu a seus funcionários a opção de continuar trabalhando em casa ou ir aos escritórios da empresa por metade da jornada semanal. O Google, por sua vez, disse em maio que seus empregados podem continuar trabalhando remotamente pelo tempo que quiserem, mesmo que o CEO do Google, Sundar Pichai, espera que a maioria dos trabalhadores adote uma rotina mais híbrida — ao menos três vezes por semana presencialmente.