Apple, Google e Microsoft produzem os notebooks e smartphones mais difíceis de consertar. Quem diz isso é um ranking feito pela empresa americana US PIRG, que foi divulgado nesta terça-feira (8) e avalia facilidade de reparos de produtos eletrônicos.

Para chegar a essa conclusão, a entidade reuniu informações fornecidas pelas próprias fabricantes, em atendimento a uma legislação francesa que obriga as empresas a divulgarem dados para criar o “Índice de Reparabilidade”.

Ao todo, foram compilados os dados de 187 notebooks e smartphones. Enquanto Apple, Google e Microsoft tiveram as menores classificações, Asus, Dell e Motorola foram melhor avaliadas.

Apple lanterinha

Nenhuma das fabricantes avaliadas recebeu a nota A — que abarca pontuações entre 8 e 10 –, tanto em notebooks quanto em smartphones.

No caso dos notebooks — na classificação B (6.5 – 7.9) — a Dell aparece na dianteira (com nota 7.81), seguida da Asus (7.61), Lenovo (6.99) e Acer (6.87). A HP ficou com nota 6.39, Microsoft com 4.60 e a Apple em 3.16.

Já no mercado de smartphones, a Motorola aparece na primeira posição com a nota 7.77. Após, aparecem Samsung com 5.69, Google com 4.64 e Apple – novamente na lanterninha – com 2.75. Veja na tabela abaixo.

No caso da Apple, 12 modelos recentes do MacBook Air e Pro ficaram com uma média de 3.16; e 20 modelos do iPhone (a partir da versão 7) ficaram com nota média de apenas 2.75. Vale lembrar que a empresa está envolta na polêmica em torno do movimento internacional do “direito de reparo“.

Na outra ponta do ranking, 36 notebooks Dell e 22 da Asus, tiveram médias de 7.81 e 7.61, respectivamente. Já os celulares da Motorola (18 avaliados) receberam média de 7.77.

É importante ressaltar que isso não significa necessariamente que os produtos de uma determinada fabricante são melhores ou mais duráveis do que os das rivais. O relatório analisa apenas o qual fácil é o conserto de um equipamento, incluindo a facilidade de desmontagem, acesso a peças de manutenção, disponibilidade de manuais de serviço, ferramentas de reparo, além de preços de assistência técnica.

O índice de reparabilidade serve para guiar consumidores no momento da compra, para que eles saibam se eles terão acesso a um bom ecossistema de reparos oferecido pela fabricante, no caso de algum problema com o produto.